sexta-feira, 31 de outubro de 2008

technologic

Uma questão com a escrita que tem me atormentado é a pouca regularidade em que escrevo a mão. Em geral prefiro escrever direto no computador, pois sou de rabiscar e mudar palavras umas cem vezes, o que torna o computer invariavelmente mais eficaz que a caneta.
Só adquiri o hábito de escrever a mão aqui em Londres, por motivo de força maior que explico logo abaixo.

Minha teacher é mega cricri com detalhes, horários e letras de seus alunos. Já tinha ouvido falar que os ingleses eram super rígidos com horários, mas só. Não tinha idéia que os por menores lhes atormentavam a vida ao extremo.
Na aula a gente escreve muito a mão e nos é exigido escrever sempre em letra corrida ao invés de capital letters. Tipo aquelas letras de criança de terceira série, sabe? Ela jura por "A mais B" que esse é o padrão inglês e é inaceitável escrever de outra forma.
Ok, aqui estou eu pra me adaptar. Acontece que toda minha puta vida escrevi em capital letters e voltar a escrever como criança não é a coisa mais simples do mundo. Resultado: tenho tirado zero nas provas só por causa disso. Acreditem se quiser!

O que me fez lembrar isso foi me dar conta que maior que a dificuldade de mudar de letra é a dificuldade em abandonar o computer pra treinar e tentar escrever a mão. Vivemos tão submersos na tecnologia, é tão natural e automático, que as vezes fica difícil "virar a chavezinha" e engatar num papel e numa caneta de novo, por exemplo.

Pra vocês terem uma idéia, essa semana ao escrever o texto do post abaixo pro John me peguei fazendo o rascunho no computador e só depois passando a limpo no caderno.
ETA vida mudeerrna essa!

Obs sobre a cretina da prof.: ela me contou esses dias, em tom de "te liga", que teve um caso parecido comigo e que o guapo ficou três semestres repetindo o nível por causa das malditas capital letters. SOCORRO. Era o que me faltava! Amigos, me aguardem, pois em breve estarei postando muitas cartinhas pelo correio! ;-)

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

E pensar que o tempo nos pegou.

E não nos maltratou deixando marcas profundas e algum sentimento raso. Ou talvez aquela linearidade que maltrata as almas que se juntam por aí.

Nascemos na contramão. Nosso jardim não veio plantado, na verdade ele nem existia. Do cimento fez -se grama e da nossa singela sementinha foram se multiplicando as florzinhas e o verde mato. Hoje temos o nosso canteiro. É forte, lindo e só nosso.

As vezes a mata tenta ultrapassar o portão, invadir os muros e surgir nas frestas da calçada. As vezes isso é bom. Aí experimentamos e deixamos ela crescer e logo algo novo se forma. E quando é indesejável damos um jeito de podar e aparar a tempo.


Seria capaz de lacrimejar ao te sentir e transbordar só de pensar em te perder.

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Teoria da bolha

Quando eu digo que a gente vive dentro duma bolha e só de vez em quando se dá ao trabalho de sair dela e dar uma olhadinha no acontece ao redor falo sério, apesar da triste constatação.

Esses dias fui numa feirinha em Notthing Hill aqui em Londres e resolvi entrar numa lojinha.

Obviamente que estava dentro da bolha, imersa por demás em meus pensamentos e só de corpo presente.
Eis que fui até o fundo da loja e uma suposta pessoa na minha frente não me deixou passar, seguir em frente, num clássico encontrão.
Sabe aqueles encontrões que damos com outras pessoas na rua? Em que ambos se olham pra desviar seus passos um do outro e acontece justamente o inverso, pois acabamos indo ambos pro mesmo lado, em várias tentativas de seguir livremente e em frente.

Pois bem, sem olhar pra suposta "colega" pedi licença e fui pro ladinho e de novo a "colega" veio a me confrontar. Pedi licença de novo e resolvi avançar sem dó. No que avancei dei de cara num espelho!!!!!!! Eu fiquei me debatendo e falando com um espelho, acreditem se quiser. E achando que a loja seguia adiante e que tinha uma pessoa me impedindo de passar!

Nem preciso dizer que a atendente ficou me olhando como se eu fosse uma louca solta!

São por fatos como esse que confirmo cada vez mais a teoria da bolha. Alguém se habilita a se manifestar sobre os efeitos da bolha em suas vidas? Ou vão me dizer que só eu dou uma de louca solta de vez em quando?

domingo, 26 de outubro de 2008

GOMORRAH

Semana passada fui ao cinema assistir o tão comentado filme Italiano Gomorrah, do diretor Matteo Garrone, baseado no livro de Roberto Saviano e premiado no Festival de Cannes desse ano com o Grande Prêmio de Crítica.

Antes de dar a minha opinião, quero abrir um parêntese importante:
- No dia do filme estava cansada e queria ver um entretenimento mesmo, algo leve ou no mínimo interessante depois de um dia duro. Quando digo leve não quer dizer que tenha que ser um pastelão, mas uma linguagem fluída pelo menos.
- Vi em inglês, o que me fez estar 100 vezes mais concentrada e com dificuldade de entender algumas linhas e entrelinhas que todo filme possui.

Ok, apesar desses pesares fui ao cinema com uma super expectativa, pois sabia que o filme tinha recebido muitos elogios de crítica e pra minha surpresa detestei o filme. No início prometia ser um grande filme, mas quando me dei conta que as histórias não iam se encontrar nunca e não ia passar daquilo, murchei. Passei o tempo todo me remexendo na cadeira e no final das quase três horas de duração só sonhava que o filme acabasse de tão entediada que estava. Pra minha surpresa, minhas outras três amigas que foram junto acharam a mesma coisa: um pé no saco.


Achei a fotografia ok. Foi o melhor do filme talvez, mas foi ok, ou seja nada de mais. Existem beem melhores por aí. O filme apresenta histórias paralelas de pessoas envolvidas de alguma maneira com a máfia. Retrata a máfia em Nápoles, nos anos 60 e 70. Mostra basicamente o submundo envolvendo os mafiosos, as drogas, as armas, as "tretas" em geral, numa cidade suja e feia, que por sinal provocou a ira dos Italianos mais nacionalistas.
A linguagem do filme é simples, documental, vida real, camêra oculta e com alguns planos abertos bacanas.
Embora o tema seja interessante achei que as histórias contadas foram muito mal exploradas, trazendo muito pouco além do imaginário popular que se tem dos mafiosos na Itália: poder, drogas e armas. Além disso, essas histórias eram pouco conexas entre si e um tanto confusas, sem uma linha fluída e contínua nem ao menos em cada uma delas.

Tem um post num blog que encontrei que retrata bem o que achei do filme, por isso achei legal botar aqui. Segue o link:
http://cineclubefdup.blogspot.com/2008/10/gomorra-ou-cidade-de-deus-italiana.html

Confesso que ao ler mais sobre o filme achei mais interessante os bastidores que trouxeram a tona o filme do que o próprio filme em si.
Li que no livro em que foi baseado o filme, o autor narra em detalhes a organização da Gamorrah Napolitana, mapeando nomes, destrinchando episódios ocorridos, fazendo balanços de finanças, saldos, cifras, vítimas. Eis aí uma boa indicação de que talvez o livro seja mais interessante e esclarecedor que o filme.

Segundo li no site Cinequanon, para o autor conseguir o feito, ele foi durante anos um infiltrado nesse submundo da máfia e desde o seu boom editorial vive (sobrevive) sob escolta particular, mudando freqüentemente de residência. Quando o filme homônimo dirigido por Matteo Garrone foi indicado à Cannes este ano o escritor napolitano manifestou preocupação em ir ao evento e sofrer algum tipo de atentado surpresa.

Também achei interessante essa visão de que para os italianos Gomorrah pode ser considerado um abre alas para uma nova etapa no cinema nacional, pois trabalha uma verdade crua e sem ser romanceada, onde vemos uma máfia sem brilho e glamour em meio a pobreza e o desgaste desse meio. Além disso os filmes italianos em geral tendem a trabalhar em cima da comédia e de histórias de amor, por isso um filme mais naturalista, "docudrama" pode dar uma boa arejada no cinema Italiano.


Enfim, como escrevi no início do post, eu estava com um monte de pesares no dia em que assisti o filme e acho importante salientar isso porque as vezes revejo um filme e me surpreendo com um novo olhar.
Por isso, pra não ficar só malhando, coloco em baixo sem dúvida a melhor cena do filme, de mais impacto onde os opostos se chocam.
Dois moleques encontram um monte de armas e iniciando -se no mundo do crime vão brincar e testar suas novas aquisições na praia.
Crianças "frágeis" (onde até a vestimenta trabalha essa fragilidade) num sonho perdido x violência e inversão de valores.
http://uk.youtube.com/watch?v=NVK5GBiVeAM

E se você assistiu o filme, contaí! ;-)

Retrato marcado


Essa foto é de divulgação de uma exposição que tá rolando na National Portrait Gallery aqui em Londres. É uma exposição da fotógrafa já falecida, Annie Leibovitz. A mostra apresenta 150 fotos de pessoas próximas dela, como família e amigos.
http://www.npg.org.uk/live/index.asp

Essa introdução foi só pra ilustrar o caminho das pedras que me fez parar pra pensar nos idosos e no ciclo da vida. Indo pro trabalho dei de cara com essa foto e consegui ver a semelhança entre o jovem e seu pai ao lado e parar pra pensar nesse trem.

Incrível como são poucas as vezes, como do exemplo acima, que vemos num idoso o retrato de sua juventude.
Concordo com o comentário de uma amiga de que as vezes temos a sensação que os idosos sempre foram velhos e que em sua grande maioria tem um jeito uniforme de se vestir, agir e pensar. É como se com o passar do tempo as pessoas fossem se tornando "beges e cinza claras", numa linearidade boring.

Acho incrível quando me deparo com uma velhinha no tube e vejo seu próprio corpo marcado com as marcas da vida. Marcas essas que não faço idéia se foram formadas por muitas noites festiando, muitas drogas, amor e tranquilidade ou caminhadas no parque...


E pensar que essas comportadas senhoras já foram jovens e belas e agora são maduras como as frutas, estando já num estado mais avançado da vida. Hoje (horrível confessar isso) quando vejo um rosto lindo de 18 anos às vezes me pego lembrando da minha pele nessa idade: tão linda, tão macia e firme. Não que tenha mudado muito, mas consigo sentir a sutil diferença com os meus 28 anos.

De qualquer maneira é fantástico saber que assim como cada ruga do corpo representa uma vivência, uma evolução, nossa alminha invisível também está a se transformar a todo momento, também sofre o mesmo processo de amadurecimento que nosso corpo, adquirindo suas próprias marcas. Algumas delas involuntárias outras batalhadas com suor, mas todas únicas. Ficamos mais sábios ou mais alienados, mais seguros, mesmo que dentro da nossa própria verdade, com a memória mais fraca se não "malharmos" o cérebro de vez em quando ou um avião como é meu vô, que nunca deixou seu intelecto morrer...

Ciclo da vida. Até que alguém prove o contrário, nosso ciclo tem um início, meio e fim e daqui a trezentos anos seremos pó e mais nada.

Ou alguém vai me dizer que tem a vaga idéia de quem foram os pais dos pais dos pais do pai de seu pai?

domingo, 19 de outubro de 2008

Doce ilusão!


A Matter é um Club aqui em London que há um mês venho fazendo uns bicos finais de semana.
Semana que vem provavelmente será minha despedida por lá, pois não tô conseguindo conciliar estudos + trabalho + bico + namoro ++++.

Semana passada teve um mini show da Supergrass. Essa semana teve Hot Chip e consegui ver o show inteiro (videozitos em anexo. A filmagem é tosca de celular) e semana que vem vai tocar por lá LCD Soundsystem e Justice.

Confesso que o trabalho é moleza, as horas que perdemos lá dentro são dureza (final de semana todo), mas sei que ao contrário do Pedro e do John, que trabalham lá também, vou sentir saudades de estar nessa atmosfera e ver, nem que seja a conta gotas, um monte de shows do caralho.

Aliás, além dos shows, o som de lá é simplesmente demais. Melhor som eletrônico que já ouvi em termos de qualidade de som e DJs. 
Se vier a London, não deixe de conhecer: http://www.matterlondon.com/

Só falta vir Daft Punk. Aí acho que me "viro nos trinta" e renovo meu  contrato por mais um tempinho...

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Urban Art



Oliver Bishop - young fez arte contemporânea pelas 
ruas de London ao criar "instant escapes" utilizando aqueles 
containers amarelos que tem por toda parte e que só servem
pra ocupar vagas de carro, colocar entulhos e restos de obra/lixo.

Esses "instant escapes" criados por Bishop seriam 
pequenos lugares pra "escapar", pra desopilar, pra 
confraternizar em meio a turbulenta vida em grandes 
cidades. Cidades essas urbanizadas por demás e que 
muitas vezes não possuem lugares assim.
Além disso, ele complementa dizendo que suas obras 
servem como uma espécie de "playgrounds for youngsters".

A idéia foi utilizar "rubbish skips" e aproveitar pra 
transformar um tipo de lixo presente em nosso dia-a-dia,
como os containers, em algo reaproveitável e útil.

Ele usou a criatividade e transformou os containers, como 
os das fotos acima, em: mini-park, skateboard park
swimming pool, living room e table e table tennis arena.

Achei muito bacana a idéia, embora tenha achado que 
o artista acertou meio que sem querer, pois ao ler 
a entrevista dele achei muita informação, idéias meio 
confusas e muita mensagem pra passar. E como diz um 
amigo: Quem passa mensagem é fax!

Mas mesmo assim valeu pela grande idéia. ;-)


terça-feira, 14 de outubro de 2008

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Confesso

Ando brega. Vai passar.

E vai ser assim...


...exatamente um dia após completar meus 93 anos. Dia 20. Dia ensolarado, nem muito quente nem muito frio. Céu azul sereno e claro. Nuvens brancas de algodão.
Vou deitar no parque perto da árvore mais robusta, me esticar na grama verde e com a brisa tocando meu rosto vou contemplar a vida with myself. Me deliciar com o calorzinho do sol, me espreguiçar gostoso, sentir o ventinho (talvez não goste de vento, pois velhinhos sentem muito frio) e admirar a imensidão do céu do melhor angulo possível.
Quando encher meus pulmões de puro ar e satisfação, vou olhar pro lado e como num piscar de olhos é que eu me vou. Morri. Simples assim. Essa será minha passagem pra paz celestial.

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

A dúvida que não quer calar!


Esses dias entrei no blog de um amigo e ele comentava de suas férias na Itália. Que lá as "véias" iam pra praia sem a parte de cima do biquíni, com as "peitolas" caídas amostra. Me lembrei que quando fui a Portugal meses atrás presenciei a mesma cena: velhotas pelancudas, molengas e por vezes gordotas com seus peitolões amostra pra quem quisesse ver.

Eis a dúvida que não quer calar:
1. Essa atitude "tô nem aí" pode ser considerada uma evolução da espécie? Um despudor e desapego com o corpo tamanho a ponto de não estar nem aí se tá caído, mole ou gordo? Seriam elas seres evoluídos, onde o espiritual impera e o material/corporal pouco importa?

2. Seria isso um primitivismo da espécie? Algo capaz de afugentar até os tubarões, mas que por uma falta de noção tamanha elas desconhecem se quer essa possibilidade?
Onde o que impera na pessoa é a inconsciência de suas atitudes?

3. Talvez uma depressão profunda consigo mesma? Um ser assexuado, com uma falta total de estima e sex appeal?

4. Seria uma forma de "aparecer" na multidão? Uma forma de se mostrar? De apresentar seu resolvido sex appeal (mesmo estando fora dos padrões da sociedade capitalista) a quem quiser ver?

E mais: podem os homens acabarem por se excitar até com molengas mamas senhoris?

Help me! ; -)






segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Entre o nada e a dor eu fico com a dor.

Li esses dias no perfil do orkut de uma conhecida uma frase interessante:
"Entre o nada e a dor eu fico com a dor."

Parênteses:
(Vemos uma coisa e imediatamente já associamos a outra e relembramos outras tantas. Freud explica. Pois bem, vi um comentário dessa menina no facebook ontem e me peguei pensando nessa frase vista meses antes em seu perfil. )

Mas a questão é que parei pra pensar se realmente entre o nada e a dor eu fico com a dor. Por exemplo:

1. Se por uma suposição maluca eu soubesse ao nascer que eu nunca poderia experimentar transar com alguém, preferiria eu um estupro (experiencia) a nada?

2. Se eu me visse com o corpo imobilizado, quiçá só com o pescoço se mexendo, preferiria eu virar pó a ter que ficar assim?

3. Se meu grande amor se fosse no auge da nossa paixão, preferiria eu nunca tê-lo conhecido antes?

Claro que esses são exemplos extremos, mas sendo bem honesta, mesmo no pior dos exemplos me vi ficando com a dor, com a vivência, com o "ver pra crer".

Na verdade minha simplória conclusão, que acredito ser consenso é que essa frase representa algo muito maior, uma digamos assim ânsia por viver, seja lá como for. O "nada" é o não experimentar, o estar morto, o não viver, enquanto "a dor" é a própria existência de vida de cada um, que com acertos, erros, frustrações, realizações é repleta de dor e otras cositas más! 
;-)

Parênteses de livre associação:
(Fora que a "dor ensina a gemer", como sempre diz minha mãe e essa é outra frase que dá um belo de um caldo...)

E você, vai de dor ou vai de nada? Fez uma leitura diferente? Diz aí... ;-)

domingo, 5 de outubro de 2008

Bomba relógio!


Hoje é domingo, acordei as cinco da tarde. Já são dez horas da noite aqui em London. Não fiz porra nenhuma, dia de puro ócio. Meu corpo tá mole e tô com aquela gostosa sensação de preguicinha. Minha cabeça tá leve e minha mente vazia.
Futricando nos meus escritos achei um texto exatamente oposto a esse momento tão relax. Um texto de dias pesados. Dias em que o corpo e a mente só atrapalham e a TPM chega pra dar uma pioradinha na situaçã. Dias em que a "oração pela vida", texto mais abaixo, é pura balela, pois o que mais fazemos é nos concentrar em bobagens.
Muitas vezes usamos sim a TPM como desculpa por estarmos "da pá virada", mas só nós mulheres sabemos que ela de fato existe. Ao menos eu sei BEM, meus hormônios chacoalham. Sejamos francas: ela nem sempre vem sozinha, mas que dá aquele empurrãozinho ladeira a baixo, ahn dá.
Vou postar esse textinho aqui embaixo já que meu corpo e mente tão mole demais pra entrar em ação...

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TIC - TAC...TIC -TAC...TIC-TAC...
A bombástica ÂNSIA que há em mim seria capaz de me impulsionar a atravessar o universo e corroborar com o calor do sol.

A ENERGIA que há em mim, em forma de palpitação, poderia me dar fôlego para atravessar um oceano a nado e ainda assim meu sono não seria tranquilo.

A FOME que habita este ser que vos fala faria com que eu abocanhasse um edifício, se esse fosse de chocolate.

Já com o DESCONTROLE que impera em mim conseguiria estremecer o planeta, endoidecer você e quem sabe acordar desse pesadelo!

LeitorAS, isso relembra vocês de alguma coisa?
Me defendam, pois tem que ser mulher com M MAIÚSCULO pra agüentar esse "trem"!

A "TPM METE TERROR" possui data marcada pra iniciar. Diferente das bombas terroristas que conhecemos, essa "coisa" não explode acabando com tudo. Ela é mais cruel no seu método, possui um ciclo, numa espécie de transe de muitos poucos dias.
Conta gotas da inquietação! As vezes desculpa furada pra lamuriação!

Anyway, oxalá que passe logo! ; -)

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Street Art, D*Face and Banksy



Ontem li no jornal sobre um trabalho de um cara que fez uma intervencao em London bem legal. O tal do D* Face, que dizem por aqui ser o novo Banksy de London. Pessoalmente acho dificil essa comparacao, pois igual ao Banksy vamu combina que eh ruim hein..

Nao tive a oportunidade de ver pessoalmente na rua, mas semana passada ele e sua turma instalaram ilegalmente, segundo o jornal thelondonpaper, meia duzia de gigantes aerosois de concreto em lugares super populares como Trafalgar Square e Covent Garden Market. Foram "monumentos" de arte de rua e ao mesmo tempo um protesto contra as autoridades estarem aumentando o combate contra a street art.

Em paralelo a isso, o D* Face esta mostrando a sua arte legalmente em uma exibicao solo, aPOPcalypse Now, em Shoreditch Black Rat's Press. A mostra vai rolar de 3/10 a 2/11 e suas obras buscam repensar nossa "amiga e companheira dos novos tempos": a OBSESSAO que temos com a fama e o consumo.

Segue seu site (ta meio desatualizadinho):



Falando em D*Face, fui dar uma pesquisada e encontrei esse site bem legal: http://dot.c6.org/drupal/node/1

Nesse link encontrei um projeto com o Banksy em que serao vendidos stencils nos proprios pontos de instalacao. Fiz uma "leitura dinamica" apenas (depois quero olhar com calma), mas achei o projeto bem maluco e contemporaneo. Ficou curioso, olha la! Devem ter outros projetos mais legais ainda!


Obs: desculpa a falta dos acentos again and again.