quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Colômbia con las voces del secuestro e las Farc


Já é matéria massivamente vista e revista pela mídia mundial, principalmente nos últimos meses, mas tô há horas com esse tema em pauta: as Farc e a Colômbia. Na manhã após Ingrid Betancourt e outros 14 reféns (americanos e militares Colombianos), serem resgatados pela operação do Exército da Colômbia, apelidada de "Jaque" (que em português pode ser traduzido como Xeque), eu lavei a alma chorando enquanto lia as notícias na internet.

Um pouco desse choramingo foi em função da comoção que eu senti ao ver que nascia uma nova realidade entre Colômbia, mundo e Farc. Realidade essa ainda em "suspensão", mas que sem dúvida já está se recriando a partir dos últimos fatos, ou ao menos trazendo a tona uma revolução "cansada e defasada".

Outro TANTO desse choramingo foi em função de ter conhecido uma Colombiana "refugiada" aqui em Londres dias antes e ter ouvido da sua boca como é viver na Colômbia em meio a toda essa bagunça e como os Colombianos se organizam pra amenizar a situação, como no exemplo fantástico que citarei mais embaixo (Não deixe de ler!) a respeito da rádio Caracol e "las voces del secuestro".
Antes de conhecer a Beatriz, a tal Colombiana, conhecia as Farc e sua "selva de pó" superficialmente e fazendo um trocadilho chulo, sabia tanto das Farc quanto eu sei de plantas exóticas. Espécie Estranha? Mas e dai! Pode ser venenosa? Talvez! Traz algum benefício? Quem é prejudicado e quem tira proveito dessa "erva daninha"? Blá, blá, blá a parte, a verdade é que não sabia porra nenhuma das Farc e ainda sei muito pouco, mas o suficiente pra colocar meu tempero nesse caldo!

Enfim, comecei a ler mais sobre as Farc e quanto mais eu lia, mais fascinante era esse enredo político e econômico entre governo-povo-rebeldes que já dura mais de quarenta anos. E gostaria de dividir com vocês um pouco do que li e pesquisei por aí e do que senti. Se você for um "pau duro" como diria meu jovem amigo Shimia e tiver paciência de ler até o final compartilhe comigo suas percepções, please! ; -))


(PARTE I - CONTEXTUALIZAÇÃO)
As Farc são contra o modelo capitalista (EUA) pregando a liberdade e os princípios bolivarianos, ao passo que exercem seu "poder" de forma autoritária e ao meu ver um tanto primitiva. Se sustentam através do plantio e tráfico internacional de drogas (enchendo o rabo de dinheiro??!!), que por sua vez é "sustentado" e consumido prioritariamente pelo seu maior inimigo: os EUA. Os Rebeldes estão na selva, junto com uma pitada de ideologia, uma "pá" de cocaína (com certeza a droga que você consumiu um dia veio de lá.;-P), alguns milhares de guerrilheiros (que formam um exército armado até os dentes) e centenas de seqüestrados. Cada um desses itens tem seu próprio valor de troca, poder político e econômico.


Sem sombra de dúvidas a plantação de coca é um dos itens mais valiosos que há por lá. Uma via dupla: sem os traficantes as Farc não conseguiriam manter sua estrutura ao passo que sem os Revolucionários os traficantes ficariam sem seu escudo de proteção.
Segundo a ONU, a Colômbia aumentou em 27% o cultivo de coca em 2007. Cultivo esse feito em sua grande maioria nas selvas ocupadas pelos revolucionários e traficantes. O curioso é que tanto na Colômbia (maior plantação de coca do mundo) quanto no Afeganistão (maior plantação de ópio do mundo) quem domina esses mercados lucrativos são os "rebeldes": Farc por aqui e Talibã por lá e quem luta por trás do governo pra dominá-los são os EUA.

Um outro valor cada vez mais em alta é a expertise no ramo dos seqüestros que vem rendendo uma fatia no mercado de trabalho informal. A Colômbia possui um alto índice de seqüestros, atentados anuais relacionados aos movimentos dos Rebeldes ou Insurgentes" (nominação mais leve dada por Cuba e pela Venezuela). Falarei um pouco mais disso na "Parte II - Relatos de uma Colombiana".

Mesmo com todo esse mercado paralelo de business, as Farc vem enfraquecendo nos últimos tempos e não sou eu quem diz, são os fatos:
EUA patrocinando os militares e apoiando Uribe; morte do grande líder Marulanda; assassinato do seu braço direito Rául Reyes no Equador; liberação de reféns como Clara Rojas; resgate dos principais seqüestrados, quase nenhum apoio público por parte dos Colombianos e pra pisotear ainda mais, tendo um menor apoio (ao menos público) de Chaves. Com isso os movimentos sociais menores como ALN enfraquecem junto, e todos entram juntos na "bola de neve" que desce ladeira abaixo.

Só pra não parecer que eu só "chineleio" as Farc, quero deixar claro que odeeeio a política dos EUA e não quero de fato algum defendê-la. É uma política escrota e em muitos aspectos muito pior que as Farc. Enquanto as Farc "roubam" as riquezas naturais da Colômbia, os Eua roubam as riquezas naturais e mais um pouco do mundo TODO!
Mas enfim, pro bem ou pro mal, minha formação é um tanto capitalista e não posso esquecer que por pior que seja a situação, ainda prefiro achar que eu decido alguma coisa na "ditadura democrática" a ter uma "ditadura autoritária".
Nem entremos a fundo no quesito consumo: tomo Coca-Cola (que por sinal, um de seus principais ingredientes vem justamente da exportação legal da planta de coca. É uma espécie chamada coca dulce), adoro ver um Prison Break e acho NY uma das cidades mais cool do mundo.


Tampouco curto a forma como as Farc "conduzem o trem", mas não posso negar que eles têm alguns méritos. Possuir ideais é um deles. Lutar arduamente pelos seus ideais é outro.
Quem hoje em dia tem um ideal capaz de se manter por mais de quarenta anos? Ou por um ano? Você que esta lendo esse texto, seja franco: dedicaria a sua vida toda por alguma causa em que você acredita ferrenhamente? Provavelmente isso significaria redirecionar todas suas energias pra essa causa a ponto de renegar algumas coisas, inclusive sua família e seu conforto entre outras cositas más. Provavelmente a resposta é não.
Natural, pois vivemos numa época de apatia, passividade e "não é comigo". A gente vai vivendo a nossa vidinha, bem dentro da bolha e quando levanta o dedo pra reclamar, não passa disso, pois no minuto seguinte o assunto já volta pro futebol. Discurso oco e vazio. Me incluo!

Pelos seus ideais é que as Farc justificam "conduzir o trem" da forma que conduzem.
Se espelham em Marx e Lenin, com princípios bolivarianos, se opondo a influência americana. Em seu discurso defendem os pobres e oprimidos para que eles tenham condições mais dignas, principalmente o agricultor na luta contra as classes favorecidas.
Além disso lutam contra privatizações dos recursos naturais, contra multinacionais e tudo que seja conseqüência econômica do capitalismo. Também são contra os paramilitares. Esses ideais impulsionam o grupo a tomar o poder da Colômbia pela Revolução armada. No "pacote Revolução armada" estão inclusos esforços de extorsão, seqüestro e participação no tráfico ilegal de drogas.

Saindo um pouco do romantismo e olhando pro resto todo que envolve essa lambança. Ter um ideal é fácil. Mas pra ele realmente ter peso, duas coisas precisam ser levadas em conta por parte do idealista: integridade e forma como esse ideal vai ser apresentado para os demais. É coerente impor um ideal ao povo de uma maneira tão autoritária e defasada como é a "luta armada", que, vamos combinar, há muito já deixou de ser o jeito de resolver as coisas nesse mundo. Como se não bastasse por si só ainda vem patrocinada pelos traficantes na selva! Tudo isso as custas da tranqüilidade, do dinheiro e dos recursos naturais do povo.

Tudo na vida tem o lado bom e o lado bom e ruim (Óhh, quanta novidade!) Só que na maioria dos casos é possível por na balança e avaliar.
FARC e demais forças revolucionárias: Vamos combinar que tá descompensado esse negócio!

Aqui me parece caber bem a conclusão do Mario Vargas Llosa em seu artigo “Operación Jaque”, que diz: “esperamos que nadie-nadie que no sea imbécil o cómplice, pretenda todavía presentar a las FARC como romántico movimiento de idealistas que han tomado las armas para luchar por la justicia y la igualdad de los Colombianos”.

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(PARTE II - RELATOS DE UMA COLOMBIANA)
Conheci a tal Colombiana que cito no inicio do texto, e pude saber da boca dela como está a situação na Colômbia, como os Colombianos em geral vêem tudo isso, como é conviver com o medo, seqüestros, revolucionários, Uribe, Chaves e guerrilheiros.

A Beatriz Maduro trabalhou comigo uns meses aqui em Londres e nos momentos de "relax" no trabalho foi me contando suas percepções. É importante deixar claro que são as percepções dela, que vive dentro do contexto, que é classe média e que pensa como a maioria dos Colombianos.

Na verdade ela acabou vindo para Londres pra fugir de um possível seqüestro e sua irmã, que tem uma filhinha, também sofreu a mesma ameaça e optou refazer sua vida no Canadá. Ambas tiveram condições de sair da Colômbia, mas a maioria da população, como a própria mãe delas, não possui recursos pra dar o fora e a única solução é aprender a conviver com o medo.

Retomando a questão dos seqüestros levantados no texto acima...A Bea me explicou que na Colômbia, além dos Revolucionários, Farc e da ELN, as famílias tem que conviver com uma outra subespécie, os "adeptos a rebeldes" ou seqüestradores de plantão. São criaturas que em função da pobreza e do senso de oportunidade aguçada se juntam para seqüestrar famílias inteiras, amedrontá-las, suborná-las, aterrorizá-las e ainda fazer um dinheirinho. O dindin vem de duas formas: vendendo as pessoas pros Revolucionários ou cobrando uma mensalidade dessas pessoas pra "preservá-los" seguros e intactos em suas casas. Nossa, adrenalina pura! O objetivo maior deles é movimentar grana o que gera um carnê sempre em débito para o povo.

E foi dialogando com esses bandidos que a Beatriz, sua irmã e sua mãe se viram nos últimos meses em que estiveram juntas na Colômbia.

Suas rotinas foram modificadas e os cuidados redobrados. As guapas só saiam de casa mediante uma série de questões, como não andar sozinha, alternar rotas e horários, avisar a alguém de confiança sobre todos os passos e etc. Essas dicas são dadas pelo Governo, que tem uma equipe preparada para auxiliar a quem precisa com precauções antiterror de como se proteger. Óbvio que isso não é suficiente pra tranqüilizar o povo (ainda mais pra alguém como sua irmã, por exemplo, com filha pequena). Embora os fatos mostrem que o número total de seqüestros caiu de 2.882 em 2002 para 486 no ano passado, as famílias que moram no campo, principalmente, já adquiriram uma espécie de "síndrome de seqüestro crônica", ou seja pânico desse negócio.
Os atentados terroristas também tiveram uma queda na Colômbia, de 1.645 em 2002 para 387 em 2007. Esse resultado também se deve a destruição aérea de muitas plantações de coca e outras medidas estratégicas militares. (Fonte: Dados do Ministério da Defesa da Colômbia)


Em geral o que a Beatriz contou é que os Colombianos voltaram a se sentir um pouco mais seguros, confiantes com o Uribe, mas sabem que a operação de resgate foi feita através da estratégia das Forças Armadas Colombianas + apoio EUA, muito antes do Uribe surgir. Como ela mesmo diz: "É uma operação que vai se manter independente se o governo é de esquerda ou direita, pois o povo já legitimou e aprovou essa junta militar criada pelos EUA". Do Uribe ela diz: "Também é fácil criticar o Uribe, mas o grande mérito dele foi ter apoiado as forças armadas e conseqüentemente o povo. Com isso ele obteve pontos com o povo Colombiano". Quando perguntei o que ela achou do envolvimento do Lula nisso tudo, a resposta veio forte: "Como todos os esquerdistas que mais falam do que fazem...ele falou, falou e não fez nada pra ajudar".

Ela também afirma que a liberdade de Ingrid Betancourt representou para o povo Colombiano uma janela para que o mundo olhasse um pouco mais para o que acontece por lá, como é conviver com toda essa situação. " A Colômbia é feita essencialmente de matagal. Eu mesma moro no campo. Os revolucionários nos roubaram a liberdade de ir e vir". E pra finalizar o papo, a última de suas ótimas frases: "Eles insistem em implantar o socialismo na Colômbia! Hello!!!! A Colômbia segue o fluxo do mundo. Pra isso acontecer o mundo precisa mudar primeiro e não a Colômbia isoladamente".


(PARTE III - LAS VOCES DEL SECUESTRO)
Li em vários blogs e sites a revolta contra a mídia por ela estar focada só nos seqüestrados e em todo o sentimentalismo que vem junto e não abordar outras questões dos Revolucionários.
Concordo, mas em parte, porque é o tipo de coisa que não adianta segurar, tem coisas que fogem do controle. O povo gosta de desgraça, tragédia e tudo aquilo que traz a tona emoções, comoções e afins, que gera uma certa cumplicidade ou repugnância. E a mídia obedece e alimenta ainda mais.
Pro meu texto não fugir das raias da normalidade, encerro ele com muita emoção. Ao menos pra mim. ;-))

O que mais me "emocionou" na conversa com a Bea foi conhecer "Las voces del secuestro" e com isso fuçar em todos os inúmeros sites, programas, textos e mobilizações que a Colômbia e o mundo fazem em volta do assunto "reféns", sejam eles sequestrados, desaparecidos, ou reféns que sofreram estorção, atentados, perdas e etc.

"Las voces del secuestro" é o programa oficial dos seqüestrados e seus familiares. É transmitido aos domingos pela Rádio Caracol e pra mim é o que teve melhor solução em conseguir manter um canal de comunicação com esses reféns. Se alguém se interessar em dar uma fuçada, segue o link:

http://www.caracol.com.co/programa.aspx?id=561992

Considerado, segundo a própria ficha do programa, a primeira agência de notícias especializada em tudo que seja relacionado com liberdade pessoal no mundo o programa propicia que os "seqüestrados/reféns" se atualizem com relação a revolução, com os últimos acontecimentos, relatos de ex seqüestrados, entrevistas relacionadas ao tema e principalmente a possibilidade de receber notícias de seus familiares por eles mesmos. Minha mãe sempre diz: "a dor ensina a gemer" e concordo muito! Achei comovente esse esforço de tentar se comunicar com um ente querido, sem nem saber se ele está ouvindo ou se algum dia vai ouvir.

Como já diz o ditado: "Se Maomé não vai a montanha, a montanha vai a Maomé! E foi exatamente isso que o programa se propôs há muitos anos atrás: levar a informação com pitadas de fé e amor até os "reféns". No site é possível participar dessa comunicação interagindo com mensagens e ouvindo todos os programas no "Arquivo de Áudio". Vale a pena ouvir as mensagens dos familiares aos seqüestrados. Os programas recebem os convidados e podem variar de um simples parabéns pelo aniver de um parente, a diálogos de esperança, relatos de quem já foi refém e etc.
"Familiares do Coronel Luis Mendieta envia saudações por seu aniversário em meio ao cativeiro"; "Familia Mora pede por liberdade de seu filho Juan Camilo Mora Torres","Policiais resgatados relatam tudo o que viveram durante os anos que permaneceram em poder das Farc" são exemplos de alguns títulos.

A idéia do programa é dar apoio aos familiares e seqüestrados através da esperança e manter um fluxo de comunicação, mesmo que unilateral. Muito bonito, muito surreal, muito selvagem! Imagina tu poder ouvir a tua mãe no meio da selva ou seja lá onde estiveres "escondida" e ver que se passaram seis anos, mas não estas esquecida. Que estão te esperando e lutando por ti, cuidando dos teus filhos. A própria Ingrid disse que saber de seus filhos, ouvir sua mãe fez com que ela arranjasse forças do além pra sobreviver e não se matar.

Tem um outro site que me chamou atenção, mas esse achei fúnebre demais, mas não menos prestativo, também com o título "las voces de secuestro", mas nada a ver com o programa. Parece mais um site de móveis, mas ao invés de ter catálogo de produtos tem um catálogo de seqüestrados, mortos, desaparecidos...macabro até, mas segue o link por curiosidade.:

Http://www.lasvocesdelsecuestro.com/index.asp

Enfim, se pesquisar dá pra se perder (só na Web) de tanta coisa que gira em torno da Guerrilha, dos Revolucionários seqüestrados e afins.
No geral, o assunto revolução e todas as suas causas e conseqüências movimenta a Colômbia, seus mercados internos paralelos e cada um deles possui uma dimensão e objetivos distintos.

É confortante e porque não emocionante saber que em meio a tudo isso a gente ainda consegue ter rasgos de fé. Há uma fagulha de esperança de que algo possa mudar, se reestruturar de uma forma diferente da atual...até o ponto em que essa mobilização toda não precise mais existir. Por enquanto os "reféns (parentes e seqüestrados) " contam com uma dosagem conta gotas de esperança e motivação para agüentar...Vai saber o que será o futuro!

Um fato eu sei: Tchê, eu não agüento esperar meia hora numa fila, imagina seis anos num cativeiro??????

7 comentários:

Gis disse...

É, ficou grandão mesmo! Vou ter que voltar aqui outra hora pra ter tempo de ler tudo. rsrs Bjos!

LuRodrigues disse...

Comecei a ler, gostei, mas tive que parar no meio. Voltei, mas daí li só a frase final: não aguento esperar meia hora numa fila, imagina 6 anos num cativeiro.
É impossível imaginar isso, inviável tentar ter uma idéia do que é perder a liberdade.
Que estejamos todos salvos de uma desgraça dessa!
Beijos

Lua disse...

Putz, se minhas leitoras cativas não tiveram saco de ler até o fim..quem dirá alguém que caiu aqui por acaso! ;-(

Fer Iensen: a última esperança é tu! ;-))


Além disso, preciso aprender a colocar os links...pq esse texto ficou enorme...e sei que fica meio desestimulante ver que é tanta coisa assim já na página principal...

Fer Iensen disse...

Lua!!
tb achei mega gigantesco e não consigo ler no trabalho.
Vou tentar ler hoje em casa. Prometo :)

bibitalf disse...

Oi Lú, demorei um pouco pra lêr, mas apesar de extenso, fiquei presinha na leitura, pois não tinha a noção do que realmente se passa! Sei lá me senti super alienada e fiquei malpor isso...aquela história de "não é comigo", sabe?
Mas bem, nada como parar e lêr um pouco para elucidar as idéia, ou melhor, para fazer idéia do que se passa! Achei ótimo! bjs

Lua disse...

Bibi

como fiquei feliz que lestes, pois também senti a mesma coisa quando comecei a entender mais o que se passava por lá.

É como eu digo: vivemos eternamente dentro da bolha...e de vez em quando saimos dela pra dar uma olhada no que se passa no mundo.

beijos

cmtklesio@hotmail.com disse...

Uma estória muito louca. porem, mexendo com a realidade nua e crua de uma forma cômica de ler. vale irmão. tua leitura é um belo relax.