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quarta-feira, 2 de março de 2011
quinta-feira, 14 de outubro de 2010
Sustentabilidade, SWU, festivais e coisa e tal
Essa semana no Brasil só se falava sobre o tal do SWU Festival que rolou no estado de São Paulo.
Sei que em termos de bandas o Festival mandou bem: Rage Against the Machine, Pixies e Kings of Leon só pra citar alguns exemplos.
Mas o que me chamou atenção mesmo, foram posts como esse aqui da @revistasuper e alguns comentários de amigos 'metendo pau' a respeito da tal 'sustentabilidade' do festival.
Parece que houve um tremendo 'gap' entre o discurso de divulgação enfatizando a sustentabilidade X o que de 'sustentável' foi colocado em prática no festival.
Bueno, não vou entrar em pormenores, porque está tudo bem explicadinho ali no texto da Super Interessante onde eles relatam '8 grandes erros e 1 pequeno acerto no SWU' relacionados a transporte, plástico, comida e falta de noção...
Sinceramente, não participei do evento para poder falar com pompa, mas achei uma lástima que um mega evento como esse não tenha conseguido por em prática a principal idéia do seu discurso. No mínimo uma equipe de comunicação desalinhada. Fato, é que faltou penso e criatividade nesse quesito.
Um exemplo incrível de ações eco-sustentáveis que vi aqui em Londres esse ano (e olha que o evento nem era sobre isso) foi no show do Rage Against the Machine , com a ação dos 'copos retornáveis' e 'pontos de reciclagem'.
O esquema funcionava assim:
- Todas as bebidas eram vendidas em copos recicláveis e no evento havia 'pontos de reciclagem' dos mesmos, onde também era possível trocá-los por dinheiro. Se não me falha a memória eram 10 cents por copo devolvido. O evento estimulava o público a juntar o maior número possível de copos.
No fim, aquele que juntasse mais copos do chão ganhava mais dinheiro.
Resultado: chão limpo e a gurizada faturando uma graninha ou ao menos pegando a próxima rodada de bebidas de graça. E o melhor: feliz.
Então organizadores, essa é uma boa dica pra próxima edição.
Quando a gente não sabe fazer a gente imita quem sabe. Certamente assim, vai fazer melhor e diferente, Charles Watson já dizia.
E por favor, da próxima vez liberem a comida da galera que está acampando…é de matar ter que colocar tudo fora. Todos os grandes festivais do mundo liberam. E óh, eles seguem faturando horrores com a 'praça de alimentação'. Afinal, todo mundo bebe e adora um trash food no fim de noite, mas não 'all the time'.
Só pra constar, depois que a @revistasuper pegou pesado nas críticas ao festival, fez esse post aqui: 'seis dicas de como ser sustentável no próximo SWU'. Achei mais debochado ainda considerando que todas as soluções são completamente inúteis. Na real, até agora não entendi a moral desse último post. Vai saber..
Essa última foto foi tirada daqui
segunda-feira, 31 de maio de 2010
To become whole first let yourself be broken
Em geral esse é o caminho natural das coisas. Da 'desconstrução' é que caminhamos para o ’todo’. Dos cacos espatifados, onde não há mais referências, é que recriamos um caminho novo.
O que seria de nós se não tivéssemos quedas, dores e desilusões pra aprender a se reinventar?
A gente também pode quebrar em cacos de felicidade, de ansiedade, de excitamento. E enquanto 'cacos', repensar aquele amor platônico ou aquele trabalho nada a ver.
'To become whole, first let yourself broken' é a capacidade de aprender através de experiências.
A idéia nessa vida é que gente vá ficando cada vez melhor com o passar dos anos. Tem situações em que nem quebramos mais. Talvez porque os cacos sejam de plástico ou de borracha. Outras vezes, são os tradicionais de vidro, mas aí já temos nosso jeito de lidar, mas vez ou outra nos surpreendemos com cacos de cristal e somos obrigados a reiniciar o ciclo.
Aproveite com os cacos, sejam eles quais forem! C'est la vie!
quinta-feira, 1 de abril de 2010
The exit through the gift shop
Finalmente ontem fui assistir ao documentário do Banksy e do Thierry Guetta.
Apesar de o Banksy não ser a personalidade central do filme, os admiradores de street arte não podem deixar de conferir.
De forma hilária e singular Thierry Guetta, ou Mr. Brainwash, filma e acompanha por anos a fio artistas contemporâneos de street art como Shepard Fairey, criador do famoso cartaz HOPE do Obama, Invader e o próprio Banksy.
Achei o documentário excelente, super divertido e inspirador.
Mais do que um documentário de street art, diria que a história toda daria um belo estudo antropológico uma vez que nos faz pensar o real significado das coisas; as oportunidades que surgem e o empreendedorismo de alguns; o culto, a fragilidade e a construção de celebridades, assim como os monstros que se formam a partir desse culto. E mais ainda, quem se importa com tudo isso?
Demais! E fiquei ainda mais fã do Banksy por ele topar fazer um projeto desses.
Apesar de o Banksy não ser a personalidade central do filme, os admiradores de street arte não podem deixar de conferir.
De forma hilária e singular Thierry Guetta, ou Mr. Brainwash, filma e acompanha por anos a fio artistas contemporâneos de street art como Shepard Fairey, criador do famoso cartaz HOPE do Obama, Invader e o próprio Banksy.
Achei o documentário excelente, super divertido e inspirador.
Mais do que um documentário de street art, diria que a história toda daria um belo estudo antropológico uma vez que nos faz pensar o real significado das coisas; as oportunidades que surgem e o empreendedorismo de alguns; o culto, a fragilidade e a construção de celebridades, assim como os monstros que se formam a partir desse culto. E mais ainda, quem se importa com tudo isso?
Demais! E fiquei ainda mais fã do Banksy por ele topar fazer um projeto desses.
sábado, 27 de fevereiro de 2010
Porta-retratos de Praga
Praga, capital da República Checa, é uma das mais belas capitais (se não a mais) que você vai encontrar nos países da Europa.
Uma cidade encantadora, que respira história.
Conhecida por ter um povo tranquilo, que por conta de sua natureza pacífica presenciou pelo menos 5 tipos diferentes de poder e dominação no século XX.
Nesse século de história, Praga foi berço do fim do Império Austro-húngaro; teve o primeiro e heróico presidente da sua história chamado Masaryk; foi vítima da dominação nazista e comunista por anos; começou a caminhar com as próprias pernas apenas em 1989; e tornou-se um país totalmente independente em 1993, dividindo a então Checoslováquia em dois países: República Checa e Eslováquia.
Foi graças a essa natureza pacífica, tão questionada por muitos, que os Checos acabaram por preservar a grande maioria de seu legado histórico em Praga, uma cidade praticamente intacta pelo tempo.
Tenho um carinho enorme pela cidade porque os Kaderabek vieram de lá. E muito também por causa do meu avô paterno, das histórias que ele vive contando (recuerdosdemipadre).
Essas fotos foram tiradas quando eu estive por lá, em novembro.
Na ocasião as portas me chamaram muito a atenção.
Acredito que elas retratam muito de Praga e muito de sua história ta impressa ali.










Uma cidade encantadora, que respira história.
Conhecida por ter um povo tranquilo, que por conta de sua natureza pacífica presenciou pelo menos 5 tipos diferentes de poder e dominação no século XX.
Nesse século de história, Praga foi berço do fim do Império Austro-húngaro; teve o primeiro e heróico presidente da sua história chamado Masaryk; foi vítima da dominação nazista e comunista por anos; começou a caminhar com as próprias pernas apenas em 1989; e tornou-se um país totalmente independente em 1993, dividindo a então Checoslováquia em dois países: República Checa e Eslováquia.
Foi graças a essa natureza pacífica, tão questionada por muitos, que os Checos acabaram por preservar a grande maioria de seu legado histórico em Praga, uma cidade praticamente intacta pelo tempo.
Tenho um carinho enorme pela cidade porque os Kaderabek vieram de lá. E muito também por causa do meu avô paterno, das histórias que ele vive contando (recuerdosdemipadre).
Essas fotos foram tiradas quando eu estive por lá, em novembro.
Na ocasião as portas me chamaram muito a atenção.
Acredito que elas retratam muito de Praga e muito de sua história ta impressa ali.
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
Segunda.
Por um segundo, eu desejei que fosse sexta.
A poucos minutos de um sábado.
Mas essa segunda opção só está na mente. E não se faz presente.
O agora é uma segunda. Mas de quinta.
A poucos minutos de um sábado.
Mas essa segunda opção só está na mente. E não se faz presente.
O agora é uma segunda. Mas de quinta.
terça-feira, 16 de fevereiro de 2010
Affffff
Londres é uma cidade conhecida por ter um clima horroroso, com direito a céu cinza e chuvas diárias.
Nunca concordei 100% com este jargão pois desde que mudei pra cá tive a sorte de presenciar na maioria das vezes chuvas esparsas (aquela chuvinha de 15 min. de pingos no final do dia) com muitos dias de sol (mesmo sendo um sol meio fake, que não queima lá grandes coisa, todo dia ele se fazia presente).
Mas nesse inverno de 2010 tá foda. Chuvas longas, céu cinza, neblina e ventos gélidos são o que Londres tem oferecido aos pobres mortais. E isso TODOS os dias. Pelo menos se estivesse nevando seria bonito e inspirador. Mas, Tchê, chuva atrás de chuva não dá pra aguentar.
Ta certo que no atual momento prefiro esse clima "encardido" de Londres ao calor "senegalês" de Porto Alegre. Ao menos aqui consegues dormir e respirar.
E por falar em calor, como anda o Carnaval no Rio ein?
Vi a Unidos da Tijuca com seus ilusionismos e fiquei de boca aberta.
Pela primeira vez na vida trocaria tudo por um carnaval suado no Rio. ;P
Vista da sacada aqui de casa:

O acinzentado da foto é salvo pelo gramado verde do Haggerston Park.

O pepinão ao fundo, perto de Liverpool Station
Nunca concordei 100% com este jargão pois desde que mudei pra cá tive a sorte de presenciar na maioria das vezes chuvas esparsas (aquela chuvinha de 15 min. de pingos no final do dia) com muitos dias de sol (mesmo sendo um sol meio fake, que não queima lá grandes coisa, todo dia ele se fazia presente).
Mas nesse inverno de 2010 tá foda. Chuvas longas, céu cinza, neblina e ventos gélidos são o que Londres tem oferecido aos pobres mortais. E isso TODOS os dias. Pelo menos se estivesse nevando seria bonito e inspirador. Mas, Tchê, chuva atrás de chuva não dá pra aguentar.
Ta certo que no atual momento prefiro esse clima "encardido" de Londres ao calor "senegalês" de Porto Alegre. Ao menos aqui consegues dormir e respirar.
E por falar em calor, como anda o Carnaval no Rio ein?
Vi a Unidos da Tijuca com seus ilusionismos e fiquei de boca aberta.
Pela primeira vez na vida trocaria tudo por um carnaval suado no Rio. ;P
Vista da sacada aqui de casa:

O acinzentado da foto é salvo pelo gramado verde do Haggerston Park.

O pepinão ao fundo, perto de Liverpool Station
sábado, 23 de janeiro de 2010
De o quanto eu posso ser interessante
É estranho pensar sobre isso, mas a linha que separa uma pessoa interessante de uma desinteressante pode vir a ser muito tênue. Afinal, o que é ser interessante?
Uma pessoa pode não ser interessante na minha opinião, mas se achar (ou os outros acharem) super interessante. Assim como o inverso também é verdadeiro, eu considerar ela super interessante e ela não ter auto estima suficiente pra enxergar isso.
O que eu sei é que as situações do dia-a-dia definem o que a filosofia ainda discute.
Vai dizer: as vezes a pessoa pode ser um poço de cultura, mas tudo que você quer no momento é esvaziar a cabeça. Ou seja, fom-fom: pessoa nada interessante pro momento.
Ou até mesmo super entendida em culinária. E daí. Fom-fom de novo: assunto que nunca te comoveu!
Ou mesmo daquele tipo que fala sem parar de coisas que eu categorizo de porre. Um bom exemplo é quando te contam o passo a passo do dia - a dia, com horas, direções e banalidades chatérrimas o tempo todo, sem se dar conta o quão porre isto é. Ai, até cansei só de imaginar. Bom neste último exemplo dei uma viajada saindo da questão ser interessante/desinteressante para outra categoria, que poderia muito bem ser intitulada de Por onde anda o seu semancol? ou Terapia cadê você?.
Enfim, esse assunto veio a tona nessas férias de fim de ano que passei no Brasil. E à parte dessas situações do dia-a -dia que levam ou não uma pessoa a ser interessante, quando se mora em outro país, com outra língua e outra cultura, a nossa percepção sobre si mesmos é de que em muitas situações somos desinteressantes.
Devo admitir que 2009 foi um ano tão intenso que por mais controverso que pareça me senti uma pessoa desinteressante.
Viver longe é uma delícia, conhecer pessoas, conhecer lugares, conhecer e conhecer e conhecer e se ver num abismo de possibilidades que a vida oferece. Posso dizer que 2009 foi o ano de absorção. Ano em que tudo entrou, tudo foi absorvido literalmente. Naquele clima: claro, sempre cabe mais! Nada saiu.
E o que mais me chamou a a atenção no Brasil foi a questão da língua. O quão interessante é ler e falar na língua mãe. O quão profundo qualquer assunto pode ser, pode se transformar, quão natural isso acontece e quão lindo isso é.
Quando tu te distancia da língua mãe, na tentativa de aprender outras tu deixas de ser um pouco interessante, deixa de ser um pouco tu. (por um lado. É claro que o fato de seres de outro país também é um fator de interesse e curiosidade dos demais).
Aqui, em Londres por exemplo, eu quero o Inglês em todas as situações e não o Português. Mas de bônus tenho que lidar com a falta de palavras, as meias palavras ou até mesmo as mesmas palavras.
O mundo que se abriu pra mim ainda não cabe nas palavras.
E olha que se comunicar não é o problema. Isso é básico e é uma delícia. O problema é aprofundar, filosofar, descrever minuciosamente então nem se fala.
Os livros que eu leio em inglês nem de perto são a lá Dostoievski. Ainda não. São bem mais rasos.
Como diz uma amiga contando de sua aula na faculdade por aqui. Quando chega na hora do brainstorm, os colegas ingleses vem com raciocínios elaboradíssimos, que ela muitas vezes nem entende. Já ela inevitavelmente arranca com palavras primárias: pink, table -Huhauhuhuh.
É natural que seja assim, como exigir o mesmo grau de conhecimento de inglês se comparado com a língua que estamos aprendendo desde que nascemos?
Por isso a ida ao Brasil foi tão boa. Quantos papos profundos até de madrugada, quantas pessoas interessantes que falam a mesma língua que tu. Deu pra balancear um pouco essa questão. Deu pra enxergar o ano que passou com humildade e com a certeza que nada foi em vão.
Afinal, já é sabido que nada como sair um pouco do habitat habitual e olhar pra ele de fora. Retomar a ele com outros olhos, outras percepções e interesses. Nunca me achei tão interessante como nessa viagem.
E vislumbro um 2010 ótimo pra todos nós em que a palavra da vez vai ser ação! Iupi!
Uma pessoa pode não ser interessante na minha opinião, mas se achar (ou os outros acharem) super interessante. Assim como o inverso também é verdadeiro, eu considerar ela super interessante e ela não ter auto estima suficiente pra enxergar isso.
O que eu sei é que as situações do dia-a-dia definem o que a filosofia ainda discute.
Vai dizer: as vezes a pessoa pode ser um poço de cultura, mas tudo que você quer no momento é esvaziar a cabeça. Ou seja, fom-fom: pessoa nada interessante pro momento.
Ou até mesmo super entendida em culinária. E daí. Fom-fom de novo: assunto que nunca te comoveu!
Ou mesmo daquele tipo que fala sem parar de coisas que eu categorizo de porre. Um bom exemplo é quando te contam o passo a passo do dia - a dia, com horas, direções e banalidades chatérrimas o tempo todo, sem se dar conta o quão porre isto é. Ai, até cansei só de imaginar. Bom neste último exemplo dei uma viajada saindo da questão ser interessante/desinteressante para outra categoria, que poderia muito bem ser intitulada de Por onde anda o seu semancol? ou Terapia cadê você?.
Enfim, esse assunto veio a tona nessas férias de fim de ano que passei no Brasil. E à parte dessas situações do dia-a -dia que levam ou não uma pessoa a ser interessante, quando se mora em outro país, com outra língua e outra cultura, a nossa percepção sobre si mesmos é de que em muitas situações somos desinteressantes.
Devo admitir que 2009 foi um ano tão intenso que por mais controverso que pareça me senti uma pessoa desinteressante.
Viver longe é uma delícia, conhecer pessoas, conhecer lugares, conhecer e conhecer e conhecer e se ver num abismo de possibilidades que a vida oferece. Posso dizer que 2009 foi o ano de absorção. Ano em que tudo entrou, tudo foi absorvido literalmente. Naquele clima: claro, sempre cabe mais! Nada saiu.
E o que mais me chamou a a atenção no Brasil foi a questão da língua. O quão interessante é ler e falar na língua mãe. O quão profundo qualquer assunto pode ser, pode se transformar, quão natural isso acontece e quão lindo isso é.
Quando tu te distancia da língua mãe, na tentativa de aprender outras tu deixas de ser um pouco interessante, deixa de ser um pouco tu. (por um lado. É claro que o fato de seres de outro país também é um fator de interesse e curiosidade dos demais).
Aqui, em Londres por exemplo, eu quero o Inglês em todas as situações e não o Português. Mas de bônus tenho que lidar com a falta de palavras, as meias palavras ou até mesmo as mesmas palavras.
O mundo que se abriu pra mim ainda não cabe nas palavras.
E olha que se comunicar não é o problema. Isso é básico e é uma delícia. O problema é aprofundar, filosofar, descrever minuciosamente então nem se fala.
Os livros que eu leio em inglês nem de perto são a lá Dostoievski. Ainda não. São bem mais rasos.
Como diz uma amiga contando de sua aula na faculdade por aqui. Quando chega na hora do brainstorm, os colegas ingleses vem com raciocínios elaboradíssimos, que ela muitas vezes nem entende. Já ela inevitavelmente arranca com palavras primárias: pink, table -Huhauhuhuh.
É natural que seja assim, como exigir o mesmo grau de conhecimento de inglês se comparado com a língua que estamos aprendendo desde que nascemos?
Por isso a ida ao Brasil foi tão boa. Quantos papos profundos até de madrugada, quantas pessoas interessantes que falam a mesma língua que tu. Deu pra balancear um pouco essa questão. Deu pra enxergar o ano que passou com humildade e com a certeza que nada foi em vão.
Afinal, já é sabido que nada como sair um pouco do habitat habitual e olhar pra ele de fora. Retomar a ele com outros olhos, outras percepções e interesses. Nunca me achei tão interessante como nessa viagem.
E vislumbro um 2010 ótimo pra todos nós em que a palavra da vez vai ser ação! Iupi!
segunda-feira, 28 de setembro de 2009
Papo de mulher, se é que tu me entende!
Todo dia recebo na minha caixa de mails aqueles pensamentos do dia, sabe? Bem auto - ajuda? E não é que funciona, ao menos adoro ler antes de sair de casa.
Pois não é que li um desses essa semana que me fez pensar bastante. Dizia mais ou menos assim:
"O tempo bem administrado é muito mais sobre o que você NÃO vai fazer do que sobre o que você VAI fazer. Focar em poucas coisas é o que faz a diferença."
A tradução do inglês sempre fica meio durinha, mas o cerne da questão é esse! Escolhas precisam ser feitas e prioridades definidas na lista do que fica ou saí!
Pois então, me dei conta que, nas bandas de cá ao menos, o tempo anda a galope. Na verdade acho que já voa de jatinho...porque vamos combinar que tempo hoje em dia é uma das coisas mais valiosas e que poucas vezes temos.
Buenas, mas sem delongas quero comunicar que fiz minha lista de NÃO e SIMs e decidi dar um tempo do blog até o final do ano.
Há tempos que tenho me sentido ansiosa nesse frenesi de ser mil em um ao mesmo tempo...aí me pego saindo do meu foco e recortando matérias, anotando assuntos e insights e ainda por cima sem conseguir dar a atenção que gostaria...
Enfim, o ano-novo já tá aí e até lá quero estar mais presente de corpo e alma em Londres, estudar mais, focar mais no Inglês e pensar meu 2010 com mais tranqüilidade (Jésus, me lembro como se fosse ontem o 2000 chegando..).
Claro que seguirei lendo os blogs que adoro e se der saudades e vontade de escrever apareço e ponto...a idéia é botar a vida em dia e só. Sem sofrimento.
Aos que de vez em quando visitam as bandas de cá, sentirei saudades dos comentários. E por favor, não sumam...o fim do ano tá logo ali!
beijos
Obs: quem quiser receber os pensamentos do dia do Inner Space, que são ótimos, clique aqui , que é só deixar o email. Eles são em Inglês, mas bem fáceis de traduzir na web.
Pois não é que li um desses essa semana que me fez pensar bastante. Dizia mais ou menos assim:
"O tempo bem administrado é muito mais sobre o que você NÃO vai fazer do que sobre o que você VAI fazer. Focar em poucas coisas é o que faz a diferença."
A tradução do inglês sempre fica meio durinha, mas o cerne da questão é esse! Escolhas precisam ser feitas e prioridades definidas na lista do que fica ou saí!
Pois então, me dei conta que, nas bandas de cá ao menos, o tempo anda a galope. Na verdade acho que já voa de jatinho...porque vamos combinar que tempo hoje em dia é uma das coisas mais valiosas e que poucas vezes temos.
Buenas, mas sem delongas quero comunicar que fiz minha lista de NÃO e SIMs e decidi dar um tempo do blog até o final do ano.
Há tempos que tenho me sentido ansiosa nesse frenesi de ser mil em um ao mesmo tempo...aí me pego saindo do meu foco e recortando matérias, anotando assuntos e insights e ainda por cima sem conseguir dar a atenção que gostaria...
Enfim, o ano-novo já tá aí e até lá quero estar mais presente de corpo e alma em Londres, estudar mais, focar mais no Inglês e pensar meu 2010 com mais tranqüilidade (Jésus, me lembro como se fosse ontem o 2000 chegando..).
Claro que seguirei lendo os blogs que adoro e se der saudades e vontade de escrever apareço e ponto...a idéia é botar a vida em dia e só. Sem sofrimento.
Aos que de vez em quando visitam as bandas de cá, sentirei saudades dos comentários. E por favor, não sumam...o fim do ano tá logo ali!
beijos
Obs: quem quiser receber os pensamentos do dia do Inner Space, que são ótimos, clique aqui , que é só deixar o email. Eles são em Inglês, mas bem fáceis de traduzir na web.
quinta-feira, 20 de agosto de 2009
De Peep Show todo mundo tem um pouco.
Ando cada vez mais conectada com o tipo de comédia conhecida como Sitcom. Diferentemente de comédia Stand up, em que os comediantes fazem sua apresentação diretamente para o público, na Sitcom o formato é outro. A comédia narrada vem das entrelinhas e emerge de situações banais do cotidiano, sejam elas no dia-a-dia no trabalho, com amigos ou até mesmo em casa. Sinceramente, não vejo campo mais rico pra encontrar lapsos de constrangimento, inquietações, desejos, ridicularizações, frustrações e todo o tipo de situaÇÕES que envolvem pessoas normais como eu e você e pontos de vistas completamente diferentes.
E é esse tipo de comédia que vemos nos tão aclamados seriados The Office (Britânico e Americano) e Peep Show (Britânico), por exemplo.
Pois então, voltei a assistir o Peep Show e realmente dá pra arrancar boas risadas. Temo em dizer que na maioria das vezes, entenda-se SEMPRE as situações são de constrangimento. Ou seja, sim, está comprovado que o povo gosta de ver desgraça alheia, seja pra fofocar, pra se deprimir menos ou mais ou como neste caso, para rir.
Além disso, é fácil fácil se identificar com a brilhante dupla protagonista nas muitas situações pregadas.
Eu me identifico bastante com eles e a forma bizarra como eles vêem o mundo, pois muitas vezes me sinto um peixe fora d'agua, vivendo como se estivesse numa platéia assistindo a um filme freak, não pertencendo há este planeta maluco.
Já em outros momentos é o "drama interno" que vem a tona (no caso do seriado esse drama é o cerne da questão) ao mostrar apenas parte de uma realidade onde há o antagonismo entre as ações dos personagens e o que de fato eles estão pensando. Aquela velha história em que o diabo dentro da gente muitas vezes se restringe a atazanar a nossa mente...e enquanto o cara te diz "Bom dia" na verdade pensou e gostaria de dizer: "Bom dia e hoje queria te comer" mas teve a feliz idéia de guardar parte do seu pensamento. O mesmo raciocínio vale para aquele olhar na hora errada, aquela palavra que nunca podia ter sido dita, os equívocos inexplicáveis entre as pessoas que levam a reações de puro instinto o que por sua vez podem se transformar numa grande confusão.
Enfim, para fechar esse assunto trago a tona alguns constrangimentos ou situações corriqueiras que poderiam sim ser roteirizados pelo diretor do Peep Show.
E depois me diga quem já não passou por isso? E se tiver outras lembranças não deixe de comentar.
- Quem nunca soltou um pum num momento de isolamento e foi surpreendido por um colega de trabalho? Constrangimento do tipo: sei o que você fez, mas finjo que nada aconteceu.
- Quem nunca se constrangeu com aquela amiga que pensa que tá abalando na festa dançando a lá tigresa e na verdade tá pagando o maior mico?
- Quem nunca fingiu que dorme enquanto um velhinho quer sentar num bus ou metro?
- Quem nunca ouviu uma história entediante sem prestar atenção e depois na hora de retomar o assunto ficou meio sem jeito?
- Quem nunca teve um chefe completamente fora da casinha a la Ricky Gervais do The Office?
- Quem nunca agradeceu feliz da vida um presente horroroso que a tia fez com tanto carinho?
- Quem nunca sentiu vergonha e constrangimento por alguém?
Agora uma coisa é certa: vamos combinar que ter muita vergonha é coisa de adolescente e viver a vida bem vivida é pagar muuitos micos...
E que lembranças boas temos dos micos que pagamos, não? Mas isso é papo pra outra hora..
E é esse tipo de comédia que vemos nos tão aclamados seriados The Office (Britânico e Americano) e Peep Show (Britânico), por exemplo.
Pois então, voltei a assistir o Peep Show e realmente dá pra arrancar boas risadas. Temo em dizer que na maioria das vezes, entenda-se SEMPRE as situações são de constrangimento. Ou seja, sim, está comprovado que o povo gosta de ver desgraça alheia, seja pra fofocar, pra se deprimir menos ou mais ou como neste caso, para rir.
Além disso, é fácil fácil se identificar com a brilhante dupla protagonista nas muitas situações pregadas.
Eu me identifico bastante com eles e a forma bizarra como eles vêem o mundo, pois muitas vezes me sinto um peixe fora d'agua, vivendo como se estivesse numa platéia assistindo a um filme freak, não pertencendo há este planeta maluco.
Já em outros momentos é o "drama interno" que vem a tona (no caso do seriado esse drama é o cerne da questão) ao mostrar apenas parte de uma realidade onde há o antagonismo entre as ações dos personagens e o que de fato eles estão pensando. Aquela velha história em que o diabo dentro da gente muitas vezes se restringe a atazanar a nossa mente...e enquanto o cara te diz "Bom dia" na verdade pensou e gostaria de dizer: "Bom dia e hoje queria te comer" mas teve a feliz idéia de guardar parte do seu pensamento. O mesmo raciocínio vale para aquele olhar na hora errada, aquela palavra que nunca podia ter sido dita, os equívocos inexplicáveis entre as pessoas que levam a reações de puro instinto o que por sua vez podem se transformar numa grande confusão.
Enfim, para fechar esse assunto trago a tona alguns constrangimentos ou situações corriqueiras que poderiam sim ser roteirizados pelo diretor do Peep Show.
E depois me diga quem já não passou por isso? E se tiver outras lembranças não deixe de comentar.
- Quem nunca soltou um pum num momento de isolamento e foi surpreendido por um colega de trabalho? Constrangimento do tipo: sei o que você fez, mas finjo que nada aconteceu.
- Quem nunca se constrangeu com aquela amiga que pensa que tá abalando na festa dançando a lá tigresa e na verdade tá pagando o maior mico?
- Quem nunca fingiu que dorme enquanto um velhinho quer sentar num bus ou metro?
- Quem nunca ouviu uma história entediante sem prestar atenção e depois na hora de retomar o assunto ficou meio sem jeito?
- Quem nunca teve um chefe completamente fora da casinha a la Ricky Gervais do The Office?
- Quem nunca agradeceu feliz da vida um presente horroroso que a tia fez com tanto carinho?
- Quem nunca sentiu vergonha e constrangimento por alguém?
Agora uma coisa é certa: vamos combinar que ter muita vergonha é coisa de adolescente e viver a vida bem vivida é pagar muuitos micos...
E que lembranças boas temos dos micos que pagamos, não? Mas isso é papo pra outra hora..
quarta-feira, 17 de junho de 2009
Iran e Twitter
Ontem revi meus conceitos e tirei meu chapéu pro poder do Twitter.
E até me emocionei.
Vendo tudo que tá acontecendo no Iran: eleições fraudulentas, protestos sangrentos (estudantes mortos de maneira bárbara) e uma censura da época do êpa (com direito a bloqueio do YouTube, Facebook, problema nos celulares e o pior: proibição de jornalistas de fora do país de cobrir qualquer notícia sem autorização). Pois no meio disso tudo os protestantes conseguiram só um meio de se comunicar com o mundo: o Twitter, pelo fato de que além de ser uma postagem rápida sem precisar se identificar pode ser feita de N maneiras: pelo celular, pela internet e também se cadastrando por outras localidades. O máximo né!
Espero que o mundo e o Obama consigam fazer alguma coisa porque a oposição política do país está muito desorganizada e sem forças. Em contra partida há sempre o medo que seja o pretexto que o presidente Mahmoud Ahmadinejad quer pra colocar em ativa seu poder militar e nuclear.
PS: agora o pior de tudo. O governo entrou em contato com o Twitter solicitando que eles atrasassem ao máximo as postagens vindas do Iran. Espero que o Twitter não aceite esse tipo de pedido! Vamos acreditar!!
Já os protestantes estão tentando mobilizar os Hackers do mundo todo pra derrubar essa censura na Web!
Pelo que se vê, vai ter muito pano pra manga ainda.
E até me emocionei.
Vendo tudo que tá acontecendo no Iran: eleições fraudulentas, protestos sangrentos (estudantes mortos de maneira bárbara) e uma censura da época do êpa (com direito a bloqueio do YouTube, Facebook, problema nos celulares e o pior: proibição de jornalistas de fora do país de cobrir qualquer notícia sem autorização). Pois no meio disso tudo os protestantes conseguiram só um meio de se comunicar com o mundo: o Twitter, pelo fato de que além de ser uma postagem rápida sem precisar se identificar pode ser feita de N maneiras: pelo celular, pela internet e também se cadastrando por outras localidades. O máximo né!
Espero que o mundo e o Obama consigam fazer alguma coisa porque a oposição política do país está muito desorganizada e sem forças. Em contra partida há sempre o medo que seja o pretexto que o presidente Mahmoud Ahmadinejad quer pra colocar em ativa seu poder militar e nuclear.
PS: agora o pior de tudo. O governo entrou em contato com o Twitter solicitando que eles atrasassem ao máximo as postagens vindas do Iran. Espero que o Twitter não aceite esse tipo de pedido! Vamos acreditar!!
Já os protestantes estão tentando mobilizar os Hackers do mundo todo pra derrubar essa censura na Web!
Pelo que se vê, vai ter muito pano pra manga ainda.
sábado, 13 de junho de 2009
It's time to come back!
Às vezes a vida pede um copo d'agua e dar um tempo vem bem.
Às vezes postar algo novo deixa de ser inspirador e vira pura obrigação.
Às vezes postar algo velho deixa de ser gostoso também...e de pura recordação e memória vira o jornal de ontem lido só hoje...ou melhor parafraseando: o Twitter de 2 horas atrás postado só agora. Que desgosto!
E aí você se vê com mais essa ansiedade pra administrar. E isso não é legal!
Ahn, não é mesmo!
Ai você pára! Pára tudo!
E isso não chega a ser um "refrescar a cuca" com MAIS informação. Não! Me dá um tempooo!
Parênteses do pensamento:
(Ainda preciso de um tempo pra digerir o Twitter por exemplo. E não questiono a fonte riquíssima de informação instantânea e fresquinha. Isso é demais. Aliás, tô sempre espiando o do John. Questiono o envolvimento da pessoa. É como ser viciado em jogo do bixo...aPOSTA de hora em hora, estando 24 horas conectado.
Ok, talvez quando meu software for configurado com uma nova versão (leia-se + saco) e meu HD tiver mais espaço (leia-se + tempo) as coisas mudem. Quem vai saber?!)
O que sei é que a minha máquina ficou adormecida por pouco mais de um mês e um tanto cansada dessa engrenagem maluca (leia-se tecnologia) que produz "informação". Junte-se a isso as nossas "Redes sociais" e essa obscena quantidade de "fontes e opções" a nosso dispor e consigo diagnosticar as consequências: boom da informação e exaustão mental! Ufa! E não deixemos de fora o que seria nos tempos atuais praticamente o nosso DNA, o inseparável celular!
Mas voltando ao ponto em questão, I'm back. Fui ali ser celebridade da vida real e voltei pra postar, porque definitivamente a máquina não pára. Só vai ali na esquina tomar um refresco e já volta!
Parênteses do pensamento:
( Hoje em dia você só é celebridade de duas maneiras: ou é um colecionador de recados no facebook/views no YouTube. Ou decide ficar out e não fazer parte do mundo dos relacionamentos virtuais, pelo menos. No primeiro, os outros acabam te elegendo celebrity do bem ou do mal por quantificação/ibope. E entenda que isso nem sempre é bom pra você. Na última opção, a de ficar out dos holofotes, é você quem se define uma celebridade, o que para muitos pode não ser legítimo, mas que na verdade não é nada além de curtir uma experimentação fora das redes de relacionamento. Dando um tempo e mantendo certa distância dos "paparazzis online", o que também gera curiosidade (Podem reparar que ultimamente uma pessoa que se considera cool posta apenas uma ou duas fotos nos seus álbuns virtuais e não mais 15 álbuns repletos de fotos. Ou seja, aparecer menos tende a virar hit e passar a ser mais interessante!). Seria apenas uma curtição diferente, o caminho oposto a maré.
No meu caso, por exemplo, que sou a Madonna só em quiz ("Que celebridade você é?" via Facebook) e minha audiência não anda lá essas coisas é com a segunda que eu fiquei esse mês...bem dentro do meu mundinho! Me celebrando de cabeça vazia!)
Anyway, pra celebrar a volta, venho a la antiga...mulher é assim mesmo: de fases. E eu preciso tirar o mofo dos meus paletós e olhar pra eles de novo. Quero recriar/rever algumas coisas antes de partir pra mais UMA.
Tô cansada do último hit, da última informação, do último trend embora me alimente disso também. Quero, as vezes, ser celebridade de mim mesma e só.
E principalmente, quero experienciar o simples e o real + e +.
Já viajei na maionese e acabei esse texto uma saudade de ser criança. De se enterrar na areia, brincar de esconder. Catar insetos. Pular muro. Passar a tarde com a cabeça vazia, vendo sessão da tarde, comendo trakinas e tomando coca com gelo.
Em homenagem há tempos de contemplação e não de aflição:
Alguém aí se lembra desse?
Às vezes postar algo novo deixa de ser inspirador e vira pura obrigação.
Às vezes postar algo velho deixa de ser gostoso também...e de pura recordação e memória vira o jornal de ontem lido só hoje...ou melhor parafraseando: o Twitter de 2 horas atrás postado só agora. Que desgosto!
E aí você se vê com mais essa ansiedade pra administrar. E isso não é legal!
Ahn, não é mesmo!
Ai você pára! Pára tudo!
E isso não chega a ser um "refrescar a cuca" com MAIS informação. Não! Me dá um tempooo!
Parênteses do pensamento:
(Ainda preciso de um tempo pra digerir o Twitter por exemplo. E não questiono a fonte riquíssima de informação instantânea e fresquinha. Isso é demais. Aliás, tô sempre espiando o do John. Questiono o envolvimento da pessoa. É como ser viciado em jogo do bixo...aPOSTA de hora em hora, estando 24 horas conectado.
Ok, talvez quando meu software for configurado com uma nova versão (leia-se + saco) e meu HD tiver mais espaço (leia-se + tempo) as coisas mudem. Quem vai saber?!)
O que sei é que a minha máquina ficou adormecida por pouco mais de um mês e um tanto cansada dessa engrenagem maluca (leia-se tecnologia) que produz "informação". Junte-se a isso as nossas "Redes sociais" e essa obscena quantidade de "fontes e opções" a nosso dispor e consigo diagnosticar as consequências: boom da informação e exaustão mental! Ufa! E não deixemos de fora o que seria nos tempos atuais praticamente o nosso DNA, o inseparável celular!
Mas voltando ao ponto em questão, I'm back. Fui ali ser celebridade da vida real e voltei pra postar, porque definitivamente a máquina não pára. Só vai ali na esquina tomar um refresco e já volta!
Parênteses do pensamento:
( Hoje em dia você só é celebridade de duas maneiras: ou é um colecionador de recados no facebook/views no YouTube. Ou decide ficar out e não fazer parte do mundo dos relacionamentos virtuais, pelo menos. No primeiro, os outros acabam te elegendo celebrity do bem ou do mal por quantificação/ibope. E entenda que isso nem sempre é bom pra você. Na última opção, a de ficar out dos holofotes, é você quem se define uma celebridade, o que para muitos pode não ser legítimo, mas que na verdade não é nada além de curtir uma experimentação fora das redes de relacionamento. Dando um tempo e mantendo certa distância dos "paparazzis online", o que também gera curiosidade (Podem reparar que ultimamente uma pessoa que se considera cool posta apenas uma ou duas fotos nos seus álbuns virtuais e não mais 15 álbuns repletos de fotos. Ou seja, aparecer menos tende a virar hit e passar a ser mais interessante!). Seria apenas uma curtição diferente, o caminho oposto a maré.
No meu caso, por exemplo, que sou a Madonna só em quiz ("Que celebridade você é?" via Facebook) e minha audiência não anda lá essas coisas é com a segunda que eu fiquei esse mês...bem dentro do meu mundinho! Me celebrando de cabeça vazia!)
Anyway, pra celebrar a volta, venho a la antiga...mulher é assim mesmo: de fases. E eu preciso tirar o mofo dos meus paletós e olhar pra eles de novo. Quero recriar/rever algumas coisas antes de partir pra mais UMA.
Tô cansada do último hit, da última informação, do último trend embora me alimente disso também. Quero, as vezes, ser celebridade de mim mesma e só.
E principalmente, quero experienciar o simples e o real + e +.
Parênteses do pensamento
( E por falar em experienciar o simples, sempre me lembro de uma frase vinda de uma amiga: "quando eu tiver um filho vou relembrá-lo a cada segundo que ele é criança, que a única obrigação dele é brincar. Afinal, uma coisa tão simples dessa deve ser relembrada sempre.)
Já viajei na maionese e acabei esse texto uma saudade de ser criança. De se enterrar na areia, brincar de esconder. Catar insetos. Pular muro. Passar a tarde com a cabeça vazia, vendo sessão da tarde, comendo trakinas e tomando coca com gelo.
Em homenagem há tempos de contemplação e não de aflição:
Alguém aí se lembra desse?
quarta-feira, 28 de janeiro de 2009
Ainsi est la vie
Segue textinho que eu escrevi semana passada, mas ainda nao tinha conseguido postar. ;-)
--
De perto ninguém é normal. Poderoso dito popular esse, não?
Pois bem, não contei pra vocês, mas ando com um tipo raro de câncer. Além disso, aos meus 93 anos, minhas pernas sofrem severa paralisia e dia desses, ainda criança, estive tentando fugir da zona de combate no Oriente Médio.
É assim que tenho me sentido ultimamente, variando a causa e a conseqüência, mas mantendo o mesmo tema: a tal efemeridade da vida. Ando fixada na realidade crua, dura e tão distante da minha a ponto de sentir aquilo que teoricamente não me pertence. Fixada também pelos acasos da vida que de uma hora pra outra surgem e são capazes de girar em 360 graus a nossa realidade, trazendo a tona um novo ângulo, uma nova maneira de ser.
Não é preciso ler um livro de auto-ajuda pra saber que o primeiro sentimento ligado a isso é "Me dá uma cerveja, que quero aproveitar a vida loucamente". Parece que só nessas horas nos lembramos que temos pernas, fôlego e tudo o que um ser humano precisa pra viver bem. Engraçado que, nesses “tempos de combate” vamos chamar assim, tenho me deparado com outro sentimento junto ao de "a vida é bela". É o sentimento "e se fosse eu?", "Qual é mesmo o sentimento dessa pessoa? Como eu reagiria? Quais os medos, desejos e esperanças que essa situação evoca?" E mais, "Que impotência da porra em não poder fazer nada pra ajudar", ou ao menos se sentir assim, sem saber como ajudar.
É por isso que digo que ando com um pouquinho dos males desse mundo. Com direito a uma boa dose de imaginação e realidade, misturados com alguns embrulhos no estômago, calafrios na espinha, suspiros e até umas lagriminhas.
A gota d'agua foi semana passada. Tive de ir ao hospital ver uma amiga. Ela havia ido ao médico por causa de um pelo encravado. E do nada o pelo encravado virou uma bola, que virou uma cirurgia de urgência na mesma hora, com direito a anestesia geral e tudo. Não adianta, essas coisas sempre me impressionam. Como um pelo encravado pode levar a um quadro desses? Já tava indo naquele clima "putz, odeio hospital". Se em pensar em doença já fico mal, quem dirá ver, sentir o cheiro e etc! Tenho que trabalhar isso, eu sei, nem condiz com essa minha psicológica "época de combate", mas realmente tenho pavor de hospital. Mas ok, tava no caminho do tal hospital ouvindo um Little Joy no iPod pra relaxar de toda essa situação inesperada que aconteceu com a minha amiga quando encontrei um colega de aula Iraniano. Papo vai papo vem ele me contou que tava indo ver a irmã no mesmo hospital. Que ela tinha 30 anos e estava com câncer desde os 26! Que teve momentos em que a perspectiva dela era um mês de vida (Imagina isso!), mas que agora estava tudo sob controle, que ela apenas trocava todo o sangue de 4 em 4 meses. No fim falou que obviamente não era fácil lidar com tudo isso, principalmente com a insegurança dela com relação à própria vida e morte, mas que ela era super forte e tal.
Há essas alturas dos acontecimentos já tava com um embrulho no estômago, mas consegui ser positiva e me dar conta que "quando o ser humano realmente precisa é que ele traz a garra a tona e se torna mais forte do que nunca, superando o que quer que seja. Quando o rombo é grande, somos leões. Quando são bobagens do cotidiano e da vida, pequenezas que nos chateiam parece que esquecemos esse leão adormecido e deixamos que as bobagens tomem conta, ocupem mais espaço do que deveriam. A valorização do que quer que seja está intrinsecamente relacionada a momentos de dureza e sofrimento. Ainsi est la vie."
Enfim, como de costume, despejo minhas doenças aqui no intuito de contagiar você de alguma maneira. Vou dormir e hoje espero sonhar que eu sou um pássaro, sobrevoando um marzão azul, com uma cachoeira ao fundo e um sol lindo no céu. Já que a realidade ta osso duro de roer, aos menos sonhemos dormindo e de vez em quando lembremos de fechar a janela da realidade (ou abrir se o seu caso for o contrário?) e sonhar acordado também.
--
De perto ninguém é normal. Poderoso dito popular esse, não?
Pois bem, não contei pra vocês, mas ando com um tipo raro de câncer. Além disso, aos meus 93 anos, minhas pernas sofrem severa paralisia e dia desses, ainda criança, estive tentando fugir da zona de combate no Oriente Médio.
É assim que tenho me sentido ultimamente, variando a causa e a conseqüência, mas mantendo o mesmo tema: a tal efemeridade da vida. Ando fixada na realidade crua, dura e tão distante da minha a ponto de sentir aquilo que teoricamente não me pertence. Fixada também pelos acasos da vida que de uma hora pra outra surgem e são capazes de girar em 360 graus a nossa realidade, trazendo a tona um novo ângulo, uma nova maneira de ser.
Não é preciso ler um livro de auto-ajuda pra saber que o primeiro sentimento ligado a isso é "Me dá uma cerveja, que quero aproveitar a vida loucamente". Parece que só nessas horas nos lembramos que temos pernas, fôlego e tudo o que um ser humano precisa pra viver bem. Engraçado que, nesses “tempos de combate” vamos chamar assim, tenho me deparado com outro sentimento junto ao de "a vida é bela". É o sentimento "e se fosse eu?", "Qual é mesmo o sentimento dessa pessoa? Como eu reagiria? Quais os medos, desejos e esperanças que essa situação evoca?" E mais, "Que impotência da porra em não poder fazer nada pra ajudar", ou ao menos se sentir assim, sem saber como ajudar.
É por isso que digo que ando com um pouquinho dos males desse mundo. Com direito a uma boa dose de imaginação e realidade, misturados com alguns embrulhos no estômago, calafrios na espinha, suspiros e até umas lagriminhas.
A gota d'agua foi semana passada. Tive de ir ao hospital ver uma amiga. Ela havia ido ao médico por causa de um pelo encravado. E do nada o pelo encravado virou uma bola, que virou uma cirurgia de urgência na mesma hora, com direito a anestesia geral e tudo. Não adianta, essas coisas sempre me impressionam. Como um pelo encravado pode levar a um quadro desses? Já tava indo naquele clima "putz, odeio hospital". Se em pensar em doença já fico mal, quem dirá ver, sentir o cheiro e etc! Tenho que trabalhar isso, eu sei, nem condiz com essa minha psicológica "época de combate", mas realmente tenho pavor de hospital. Mas ok, tava no caminho do tal hospital ouvindo um Little Joy no iPod pra relaxar de toda essa situação inesperada que aconteceu com a minha amiga quando encontrei um colega de aula Iraniano. Papo vai papo vem ele me contou que tava indo ver a irmã no mesmo hospital. Que ela tinha 30 anos e estava com câncer desde os 26! Que teve momentos em que a perspectiva dela era um mês de vida (Imagina isso!), mas que agora estava tudo sob controle, que ela apenas trocava todo o sangue de 4 em 4 meses. No fim falou que obviamente não era fácil lidar com tudo isso, principalmente com a insegurança dela com relação à própria vida e morte, mas que ela era super forte e tal.
Há essas alturas dos acontecimentos já tava com um embrulho no estômago, mas consegui ser positiva e me dar conta que "quando o ser humano realmente precisa é que ele traz a garra a tona e se torna mais forte do que nunca, superando o que quer que seja. Quando o rombo é grande, somos leões. Quando são bobagens do cotidiano e da vida, pequenezas que nos chateiam parece que esquecemos esse leão adormecido e deixamos que as bobagens tomem conta, ocupem mais espaço do que deveriam. A valorização do que quer que seja está intrinsecamente relacionada a momentos de dureza e sofrimento. Ainsi est la vie."
Enfim, como de costume, despejo minhas doenças aqui no intuito de contagiar você de alguma maneira. Vou dormir e hoje espero sonhar que eu sou um pássaro, sobrevoando um marzão azul, com uma cachoeira ao fundo e um sol lindo no céu. Já que a realidade ta osso duro de roer, aos menos sonhemos dormindo e de vez em quando lembremos de fechar a janela da realidade (ou abrir se o seu caso for o contrário?) e sonhar acordado também.
sexta-feira, 16 de janeiro de 2009
quinta-feira, 8 de janeiro de 2009
Meu avô merece um Blog!
Gente
to pensando seriamente em escrever um blog pro meu avô. Ele é um velhinho amado de 89 anos, com uma lucidez impressionante, uma cultura desumana e uma vontade louca de contar a sua versão da história. Sim, ele viveu intensamente a história que lemos nos livros quando eramos crianças. Pra entender um pouco mais leia um post antigo sobre o assunto aqui. Ocorre que atualmente ele esta praticamente cego e me pego emocionada quando recebo os emails da minha tia com textos que ele gostaria de publicar na internet.
Ele escreve diariamente com uma lupa, numa máquina de escrever.
Juro!! Coisa mais amada do mundo.
Atualmente ele tem escrito uma espécie de livro onde ele conta a versão que ele conhece da história e nao a contada em livros por aí..
Enfim, o que nao sei bem é como fazer isso?! Ele vive na Argentina, mas eh Tcheco. Eu sou Argentina, Brasileira e agora vivo em Londres. Entao, escrevo em espanhol, português ou inglês? uahuhauha Acontece que sou uma Argentina de araque porque nao sei escrever bem em espanhol, em inglês ia ser um diálogo limitado porque tô aprendendo, e em português nao vejo muito sentido. Quem se interessaria por essa história no Brasil?
So, help me please? Alguma sugestã?
obs: tem alguem aí? cadê o povo dessa tenda...;-(
obs2: sei que o post é meio grandinho, mas se você tiver saco vale a pena ler até o fim. ;-)
So pra vcs terem uma idéia do que eu tô falando segue na integra o email que recebi ontem da minha santa tia:
From:
susana kaderabek
Sent:
Wednesday, January 07, 2009 5:08:04 PM
To:
luana kaderabek (luakaderabek@hotmail.com)
Hola Lu, cómo estas???Me imagino que muy bien y muerta de frio.
Te cuento que Papá escribió algo más sobre su padre y me está volviendo loca para que te lo mande, quiere que lo pongas en internet. No sé si se podrá pero te mando lo que te escribió.
Esto es lo que me mandó:
Querida Luana:Te felicito por haber podido poner el nombre de mi padre en el Internet Internacional.Si bien en el libro se habla del episodio de los refugiados en el buque "Cabo de Hornos" sería muy interesante si pudieran completarlo con el contenido que te mando ahora, más completo que el libro y absolutamente auténtico.Hasta ahora no se conoce ningún nombre de los descendientes de los entonces 86 refugiados.Es importante señalar que el único que consiguió un éxito cuando todo parecía perdido fué mi padre.
Muy FELIZ AÑO para ti y Joao de tu abuelo.
---
En 1941 salió de un puerto francés el buque español "Cabo de Hornos" con 86 refugiados judios, eran checoslovacos.He aquí un resumen de lo que pasó, después de 70 años de silencio.
En 1941 salió de un puerto francés el buque español "Cabo de Hornos" con 86 refugiados judios, eran checoslovacos.He aquí un resumen de lo que pasó, después de 70 años de silencio. Ninguno de los refugiados tenía una Visa para algún país. Llegaron a Brasil y se les impidió desembarcar. Siguieron hasta Buenos Aires y, no obstante las innumerables negociaciones que se hicieron el gobierno impidió su desembarco y ordenó que el buque regrese a Europa.
Todos los refugiados declararon que preferían suicidarse porque los esperaba la Gestapo.Con el buque ya en camino, el Ministro de Checoslovaquia en Argentina, Dr. Francisco Kaderabek logró comunicarse con el Presidente Roosvelt.
Le dijo lo que estaba pasando y Roosvelt de entrada le dijo: "Porque me llama a mi?" y entonces el Dr. F. Kaderabek le iunformó que era Masón Grado 33, lo mismo que Roosvelt, por lo tanto hablaban de igual a igual.El tono del Presidente cambió, fué muy amable y le dijo al Dr. F.K. que le iba a solucionar el problema con la ayuda de la Reina Juliana (de Holanda), ésta efectivamente accedió para que desembarquen en Curaçao.
El Presidente Roosvelt le pidió al Dr. F.K. lo siguiente:
1º Que se haga responsable por los 86 refugiados, el Dr. F.K. dijo que si, aunque hacía poco tiempo los alemanes le habían confiscado todos su bienes en Praga
2º Que no se dé la noticia a la prensa el relato de ésta conversación mientras él viva.
Mi padre cumplió y además él tampoco lo daría a conocer mientras viva.
Para poder comunicarse con el Presidente Roosvelt el que lo ayudó fué su amigo Norman Armour, entonces Embajador de los Estados Unidos en Argentina,que ledió un número secreto para llamarlo, con la promesa de no revelarlo a la prensa.Falleció en 1967.
Pasaron 70 años y creo que sería justo conocer que la única persona que salvó a los 86 refugiados fué el Ministro Francisco Kaderabek.
En estos días la más importante de las organizaciones de Israel están tratando de ubicar a algún descendiente de los originales 86 refugiados.
Les mando un beso grande y muchas gracias
Tu abuelo
to pensando seriamente em escrever um blog pro meu avô. Ele é um velhinho amado de 89 anos, com uma lucidez impressionante, uma cultura desumana e uma vontade louca de contar a sua versão da história. Sim, ele viveu intensamente a história que lemos nos livros quando eramos crianças. Pra entender um pouco mais leia um post antigo sobre o assunto aqui. Ocorre que atualmente ele esta praticamente cego e me pego emocionada quando recebo os emails da minha tia com textos que ele gostaria de publicar na internet.
Ele escreve diariamente com uma lupa, numa máquina de escrever.
Juro!! Coisa mais amada do mundo.
Atualmente ele tem escrito uma espécie de livro onde ele conta a versão que ele conhece da história e nao a contada em livros por aí..
Enfim, o que nao sei bem é como fazer isso?! Ele vive na Argentina, mas eh Tcheco. Eu sou Argentina, Brasileira e agora vivo em Londres. Entao, escrevo em espanhol, português ou inglês? uahuhauha Acontece que sou uma Argentina de araque porque nao sei escrever bem em espanhol, em inglês ia ser um diálogo limitado porque tô aprendendo, e em português nao vejo muito sentido. Quem se interessaria por essa história no Brasil?
So, help me please? Alguma sugestã?
obs: tem alguem aí? cadê o povo dessa tenda...;-(
obs2: sei que o post é meio grandinho, mas se você tiver saco vale a pena ler até o fim. ;-)
So pra vcs terem uma idéia do que eu tô falando segue na integra o email que recebi ontem da minha santa tia:
From:
susana kaderabek
Sent:
Wednesday, January 07, 2009 5:08:04 PM
To:
luana kaderabek (luakaderabek@hotmail.com)
Hola Lu, cómo estas???Me imagino que muy bien y muerta de frio.
Te cuento que Papá escribió algo más sobre su padre y me está volviendo loca para que te lo mande, quiere que lo pongas en internet. No sé si se podrá pero te mando lo que te escribió.
Esto es lo que me mandó:
Querida Luana:Te felicito por haber podido poner el nombre de mi padre en el Internet Internacional.Si bien en el libro se habla del episodio de los refugiados en el buque "Cabo de Hornos" sería muy interesante si pudieran completarlo con el contenido que te mando ahora, más completo que el libro y absolutamente auténtico.Hasta ahora no se conoce ningún nombre de los descendientes de los entonces 86 refugiados.Es importante señalar que el único que consiguió un éxito cuando todo parecía perdido fué mi padre.
Muy FELIZ AÑO para ti y Joao de tu abuelo.
---
En 1941 salió de un puerto francés el buque español "Cabo de Hornos" con 86 refugiados judios, eran checoslovacos.He aquí un resumen de lo que pasó, después de 70 años de silencio.
En 1941 salió de un puerto francés el buque español "Cabo de Hornos" con 86 refugiados judios, eran checoslovacos.He aquí un resumen de lo que pasó, después de 70 años de silencio. Ninguno de los refugiados tenía una Visa para algún país. Llegaron a Brasil y se les impidió desembarcar. Siguieron hasta Buenos Aires y, no obstante las innumerables negociaciones que se hicieron el gobierno impidió su desembarco y ordenó que el buque regrese a Europa.
Todos los refugiados declararon que preferían suicidarse porque los esperaba la Gestapo.Con el buque ya en camino, el Ministro de Checoslovaquia en Argentina, Dr. Francisco Kaderabek logró comunicarse con el Presidente Roosvelt.
Le dijo lo que estaba pasando y Roosvelt de entrada le dijo: "Porque me llama a mi?" y entonces el Dr. F. Kaderabek le iunformó que era Masón Grado 33, lo mismo que Roosvelt, por lo tanto hablaban de igual a igual.El tono del Presidente cambió, fué muy amable y le dijo al Dr. F.K. que le iba a solucionar el problema con la ayuda de la Reina Juliana (de Holanda), ésta efectivamente accedió para que desembarquen en Curaçao.
El Presidente Roosvelt le pidió al Dr. F.K. lo siguiente:
1º Que se haga responsable por los 86 refugiados, el Dr. F.K. dijo que si, aunque hacía poco tiempo los alemanes le habían confiscado todos su bienes en Praga
2º Que no se dé la noticia a la prensa el relato de ésta conversación mientras él viva.
Mi padre cumplió y además él tampoco lo daría a conocer mientras viva.
Para poder comunicarse con el Presidente Roosvelt el que lo ayudó fué su amigo Norman Armour, entonces Embajador de los Estados Unidos en Argentina,que ledió un número secreto para llamarlo, con la promesa de no revelarlo a la prensa.Falleció en 1967.
Pasaron 70 años y creo que sería justo conocer que la única persona que salvó a los 86 refugiados fué el Ministro Francisco Kaderabek.
En estos días la más importante de las organizaciones de Israel están tratando de ubicar a algún descendiente de los originales 86 refugiados.
Les mando un beso grande y muchas gracias
Tu abuelo
segunda-feira, 5 de janeiro de 2009
FELIZ 2009



Ao invés de fogos de artifício, bombas.
Ao invés de votos de paz, guerra.
Ao invés de confetes de felicidade, lágrimas de desamparo.
Ao invés de esperança, medo.
Ao invés de sonhos, destruição.
Difícil começar o ano novo com votos de amor, saúde e tudo mais que a gente merece sabendo que tão perto existem pessoas morrendo num conflito sem fim entre Palestinos e Israelenses. Mais triste é a sensação de impotência perante tudo isso.
O amargo da champagne é inevitável.
quarta-feira, 26 de novembro de 2008
Abrindo a alma
Costumo escrever no blog sobre coisas que gosto e que acho que meus singelos leitores vão gostar, geralmente os posts são em torno de meus temas preferidos: psicologia, artes, comunicação em geral e as vezes uns contos autorais.
Raramente falo sobre mim, porém as vezes falo sobre questões que me rodeiam, mas que fazem parte de um contexto maior presente na vida de cada um de nós e por essa razão penso que é gostoso de ser compartilhado.
Pois bem, aproveitando a inspiração de hoje, quero ir na contramão e falar exclusivamente de MUÁ. É que me animei lendo blogs de pessoas tão sinceras consigo (resquícios também do post anterior sobre ser sincera consigo mesma) como é o caso do Leonardo e da Gis e que conseguem trazer a tona seus sentimentos, como se estes estivessem expostos num varal, onde todo mundo pode ver, tocar, ajudar a mudar as coisas de lugar, independente se isso é de interesse geral ou não, se é bom ou ruim...
Pra mim esse é um canal virtual de troca de idéias em primeiro plano, mas também é onde muitas vezes exorcizamos nossos pesares e alegrias através das palavras. O que vamos combinar que nos poupa uma boa grana em terapia -auahuahauh!
Comecemos do começo. Sempre fui filha da crise, mas ao contrário das crises confusas e singelas dos meus anos juvenis a crise que me assombra agora é madura, clara como a água e forte como uma tormenta.
Não sei o que quero ser quando crescer. Mas a questão maior é que já cresci e continuo sem saber. Ohh God! ;-P
Trabalhei minha vida inteira, 9 anos, com comunicação, passando pelo mkt e RP, pelas produções publicitárias e pelas produções de eventos. Período rico em aprendizado, onde tive a sorte de participar de grandes projetos na Escala, por exemplo, onde fiquei meus últimos cinco anos e que me deram uma grande bagagem nas costas e agora até uma saudade daquela vida agitada e maluca, pois faz seis meses que larguei tudo pra tentar algo novo.
Em todo esse período imerso na minha profissão sempre me questionei duas coisas fortemente:
1. Que gostaria de trabalhar com algo mais específico, mais técnico, como é o caso dos médicos. Me incomoda saber que qualquer um pode trabalhar com comunicação enquanto só os médicos, por exemplo, são credenciados pra fazerem o seu ofício. Ou seja, pra que fiz a porra da faculdade se qualquer criatura pode fazer o mesmo? E me incomoda ver que, por trabalharmos com o subjetivo e com o abstrato muitas vezes, as coisas se arrastam e demoram pra se concretizar. Não é como numa operação, em que tu sai de lá, tem o período de recuperação e pronto. Na área da comunicação as coisas podem acontecer do dia pra noite ou podem nunca acontecer..muitos processos sao lentos e loucos.
2. Que gostaria de trabalhar com algo mais "bonito", no sentido de ajudar pessoas ou no mínimo ajudar a termos um mundo melhor. Ou sendo mais sucinta ainda, algo menos "vazio" e com um conteúdo mais relevante pra mim e pro mundo. Algo que eu me identifique fortemente.
Epa, epa, antes que surjam os ataques, nesse meio da comunicação e da publicidade tem muita coisa relevante, interessante e que possibilita termos um mundo ou um micro contexto melhor.
Mas o diabinho que habita dentro de mim muitas vezes palpitou que algo faltava. Muitas vezes tive a sensação que os projetos eram muito mais interessantes pra quem criava do que realmente pros que iriam usufruí-los.
O anjinho que habita em mim também me relembra que cada vez mais existem novas visões e novas maneiras de fazer o mesmo velho negócio, como é o caso dos meus amigos da Maria Cultura, por exemplo. Ajudei eles dois anos atrás a fazer o planejamento da empresa e na ocasião virávamos noites felizes da vida com a possibilidade de uma nova realidade que veio a ser a Maria. É uma questão de usar criatividade, de ter perseverança e a persuasão pra implantar determinado projeto bacana.
Uma área que admiro muito e nunca tive oportunidade de me aprofundar é o planejamento, onde tens a oportunidade de nortear toda a comunicação da empresa, dando um novo sentindo mais relevante e tudo mais. Enfim, tem coisa boa, tem coisa ruim, mas meu anjinho e meu diabinho sempre se bateram de frente e cá estou dividindo tudo isso com você. ;-)
O que sei é que larguei tudo pra me jogar em Londres, me jogar em algo desconhecido, dar um tempo, ter um novo desafio, olhar de fora da bolha e ter a possibilidade de rever tudo o que eu quisesse assim como experimentar coisas novas, viajar mais.
Primeiro queria melhorar o inglês e depois, no caso agora, decidir o que fazer da vida e retomar os estudos. Nossa, como gosto de estudar. E a vida de estudante?! Me sinto mais leve só de estudar inglês todas as manhãs, como se tivesse 18 anos, imagina um novo curso de especialização -uahuahuauh. Essa semana tive pesquisando cursos pra ver onde meu olhinho ia brilhar.
Raramente falo sobre mim, porém as vezes falo sobre questões que me rodeiam, mas que fazem parte de um contexto maior presente na vida de cada um de nós e por essa razão penso que é gostoso de ser compartilhado.
Pois bem, aproveitando a inspiração de hoje, quero ir na contramão e falar exclusivamente de MUÁ. É que me animei lendo blogs de pessoas tão sinceras consigo (resquícios também do post anterior sobre ser sincera consigo mesma) como é o caso do Leonardo e da Gis e que conseguem trazer a tona seus sentimentos, como se estes estivessem expostos num varal, onde todo mundo pode ver, tocar, ajudar a mudar as coisas de lugar, independente se isso é de interesse geral ou não, se é bom ou ruim...
Pra mim esse é um canal virtual de troca de idéias em primeiro plano, mas também é onde muitas vezes exorcizamos nossos pesares e alegrias através das palavras. O que vamos combinar que nos poupa uma boa grana em terapia -auahuahauh!
Comecemos do começo. Sempre fui filha da crise, mas ao contrário das crises confusas e singelas dos meus anos juvenis a crise que me assombra agora é madura, clara como a água e forte como uma tormenta.
Não sei o que quero ser quando crescer. Mas a questão maior é que já cresci e continuo sem saber. Ohh God! ;-P
Trabalhei minha vida inteira, 9 anos, com comunicação, passando pelo mkt e RP, pelas produções publicitárias e pelas produções de eventos. Período rico em aprendizado, onde tive a sorte de participar de grandes projetos na Escala, por exemplo, onde fiquei meus últimos cinco anos e que me deram uma grande bagagem nas costas e agora até uma saudade daquela vida agitada e maluca, pois faz seis meses que larguei tudo pra tentar algo novo.
Em todo esse período imerso na minha profissão sempre me questionei duas coisas fortemente:
1. Que gostaria de trabalhar com algo mais específico, mais técnico, como é o caso dos médicos. Me incomoda saber que qualquer um pode trabalhar com comunicação enquanto só os médicos, por exemplo, são credenciados pra fazerem o seu ofício. Ou seja, pra que fiz a porra da faculdade se qualquer criatura pode fazer o mesmo? E me incomoda ver que, por trabalharmos com o subjetivo e com o abstrato muitas vezes, as coisas se arrastam e demoram pra se concretizar. Não é como numa operação, em que tu sai de lá, tem o período de recuperação e pronto. Na área da comunicação as coisas podem acontecer do dia pra noite ou podem nunca acontecer..muitos processos sao lentos e loucos.
2. Que gostaria de trabalhar com algo mais "bonito", no sentido de ajudar pessoas ou no mínimo ajudar a termos um mundo melhor. Ou sendo mais sucinta ainda, algo menos "vazio" e com um conteúdo mais relevante pra mim e pro mundo. Algo que eu me identifique fortemente.
Epa, epa, antes que surjam os ataques, nesse meio da comunicação e da publicidade tem muita coisa relevante, interessante e que possibilita termos um mundo ou um micro contexto melhor.
Mas o diabinho que habita dentro de mim muitas vezes palpitou que algo faltava. Muitas vezes tive a sensação que os projetos eram muito mais interessantes pra quem criava do que realmente pros que iriam usufruí-los.
O anjinho que habita em mim também me relembra que cada vez mais existem novas visões e novas maneiras de fazer o mesmo velho negócio, como é o caso dos meus amigos da Maria Cultura, por exemplo. Ajudei eles dois anos atrás a fazer o planejamento da empresa e na ocasião virávamos noites felizes da vida com a possibilidade de uma nova realidade que veio a ser a Maria. É uma questão de usar criatividade, de ter perseverança e a persuasão pra implantar determinado projeto bacana.
Uma área que admiro muito e nunca tive oportunidade de me aprofundar é o planejamento, onde tens a oportunidade de nortear toda a comunicação da empresa, dando um novo sentindo mais relevante e tudo mais. Enfim, tem coisa boa, tem coisa ruim, mas meu anjinho e meu diabinho sempre se bateram de frente e cá estou dividindo tudo isso com você. ;-)
O que sei é que larguei tudo pra me jogar em Londres, me jogar em algo desconhecido, dar um tempo, ter um novo desafio, olhar de fora da bolha e ter a possibilidade de rever tudo o que eu quisesse assim como experimentar coisas novas, viajar mais.
Primeiro queria melhorar o inglês e depois, no caso agora, decidir o que fazer da vida e retomar os estudos. Nossa, como gosto de estudar. E a vida de estudante?! Me sinto mais leve só de estudar inglês todas as manhãs, como se tivesse 18 anos, imagina um novo curso de especialização -uahuahuauh. Essa semana tive pesquisando cursos pra ver onde meu olhinho ia brilhar.
Pontos de interrogação me desconcertam. Decidir por algo novo ou permanecer na mesma linha de trabalho de repente só mudando o foco? Tenho 28 anos, não sou uma velha, o corpinho continua o mesmo-uahuaha- mas não me sinto confortável pra fazer escolhas erradas. Pra uma canceriana como eu, escolher é uma das tarefas mais difíceis. Mas uma escolha eu já fiz, que é ser feliz e fazer o que gosto. Pra mim isso é mais importante que qualquer dinheiro nesse mundo. E dinheiro é importante também, por isso fazer o que gosta significa fazer bem feito. Ai começamos a nos entender: dinheiro=prazer=realização.
Minhas vertentes de interessa são:
1. Psicologia. AMOOOOOO. Sempre foi meu barato. Sou daquelas que compra livro de Freud e Jung e artigos malucos só pelo prazer de ler sobre o assunto.
2. Arte / Design. AMOOOO. Amo como admiradora, como inspiração, como crítica, como prazer em viver rodeada de arte e bom gosto.
3. Escrever/ler. AMOOOOO. Descobri a escrita e como a maioria de vocês que tem blog, acho cada vez mais gostoso e interessante escrever. Qualquer cena, palavra, sensação pode se transformar em um texto...vivo com meu caderninho de idéia saboreando cada insight por mais que seja uma bobagem escrita só pra mim e mais ninguém.
4. Cozinhar. ADOROOO. Descobri a cozinha aqui em Londres e acho uma delícia, um mundo divertido de improvisação e experimentos. Mas não me vem com uma receita, que não consigo seguir a risca, quando vejo tô inventando as maiores bizarrices da culinária.
5. Comunicação. ADOROOO a parte estratégica, pensar uma ação ou criar um projeto bacana. Odeio a parte burocrática e as hierarquias presentes em qualquer empresa...
Ontem iniciei minha pesquisa de cursos e teve um que brilhou meus olhinhos chamado "Art Terapia". Bah, lincar arte com terapia seria um sonho, duas linhas que adoro e que fazem parte da minha vida diariamente. Depois vi um sobre direção de arte em produções. Foi a única produção que ainda não me aventurei e que sempre me seduziu.
Também vi uns cursos de criatividade meio malucos, pra abrir os poros e deixar a doideira sair pra fora.
Enfim, ando confusa, pensante e achei que escrever esse texto ia me fazer bem. Pode ser um tiro no pé (Ai, ai, ai, se o Faraquinho e a Fabi me lêem me deserdam pra sempre do mundo fashion dos nossos eventos, sem viagem de volta), mas também pode fazer bem pruma alma indecisa se mexer e dar o primeiro passo.
Penso muito em psicologia e afins, mas me questiono se teria paciência. Penso também em arte e afins e me questiono se teria talento. Penso em algo que seja um pós na minha área de RP e que traga mais conteúdo estratégico que tanto gosto ou algo mais social..antropologia, por exemplo, seria uma deli.
Talvez esteja sendo romantica demais. Existe trabalho ideal? Será? Será que um dia vou ter alguma certeza? Porque é tão difícil decretar um caminho? Quantos leões precisam morrer pra nos descobrirmos por inteiro? Existe alguém do outro lado que sente essas mesmas inquietações? Abre a porta que eu quero descer...
Ok, sem tanto drama...opções não faltam, é uma questão de seguir o coração, dar um passo de cada vez e se dedicar.
Não tô acostumada a abrir minha alma dessa maneira, por isso colabore com meus anjinhos e diabinhos e traga sua experiência e suas opiniões. ;-))
Minhas vertentes de interessa são:
1. Psicologia. AMOOOOOO. Sempre foi meu barato. Sou daquelas que compra livro de Freud e Jung e artigos malucos só pelo prazer de ler sobre o assunto.
2. Arte / Design. AMOOOO. Amo como admiradora, como inspiração, como crítica, como prazer em viver rodeada de arte e bom gosto.
3. Escrever/ler. AMOOOOO. Descobri a escrita e como a maioria de vocês que tem blog, acho cada vez mais gostoso e interessante escrever. Qualquer cena, palavra, sensação pode se transformar em um texto...vivo com meu caderninho de idéia saboreando cada insight por mais que seja uma bobagem escrita só pra mim e mais ninguém.
4. Cozinhar. ADOROOO. Descobri a cozinha aqui em Londres e acho uma delícia, um mundo divertido de improvisação e experimentos. Mas não me vem com uma receita, que não consigo seguir a risca, quando vejo tô inventando as maiores bizarrices da culinária.
5. Comunicação. ADOROOO a parte estratégica, pensar uma ação ou criar um projeto bacana. Odeio a parte burocrática e as hierarquias presentes em qualquer empresa...
Ontem iniciei minha pesquisa de cursos e teve um que brilhou meus olhinhos chamado "Art Terapia". Bah, lincar arte com terapia seria um sonho, duas linhas que adoro e que fazem parte da minha vida diariamente. Depois vi um sobre direção de arte em produções. Foi a única produção que ainda não me aventurei e que sempre me seduziu.
Também vi uns cursos de criatividade meio malucos, pra abrir os poros e deixar a doideira sair pra fora.
Enfim, ando confusa, pensante e achei que escrever esse texto ia me fazer bem. Pode ser um tiro no pé (Ai, ai, ai, se o Faraquinho e a Fabi me lêem me deserdam pra sempre do mundo fashion dos nossos eventos, sem viagem de volta), mas também pode fazer bem pruma alma indecisa se mexer e dar o primeiro passo.
Penso muito em psicologia e afins, mas me questiono se teria paciência. Penso também em arte e afins e me questiono se teria talento. Penso em algo que seja um pós na minha área de RP e que traga mais conteúdo estratégico que tanto gosto ou algo mais social..antropologia, por exemplo, seria uma deli.
Talvez esteja sendo romantica demais. Existe trabalho ideal? Será? Será que um dia vou ter alguma certeza? Porque é tão difícil decretar um caminho? Quantos leões precisam morrer pra nos descobrirmos por inteiro? Existe alguém do outro lado que sente essas mesmas inquietações? Abre a porta que eu quero descer...
Ok, sem tanto drama...opções não faltam, é uma questão de seguir o coração, dar um passo de cada vez e se dedicar.
Não tô acostumada a abrir minha alma dessa maneira, por isso colabore com meus anjinhos e diabinhos e traga sua experiência e suas opiniões. ;-))
terça-feira, 25 de novembro de 2008
Desconstruindo meu ser
A cena rolou no metrô de Londres. Cidade supostamente cosmopolita e de primeiro mundo, onde educação e cultura fazem a diferença. E muitas vezes fazem mesmo, já outras vezes nos perguntamos se não somos todos farinha do mesmo saco podre.
--
Cena by John:
- Entro no metrô lotado, consigo um lugarzinho ao sol e na minha frente vejo esparramado o típico familião: mãe, pai e duas crianças entre quatro e sete anos. Cada um sentado em um lugar. Pra começo de conversa isso já significa que muitas pessoas estão se espremendo em pé enquanto os filhotes ocupam acentos de gente grande. Mas ok, nem entremos nesse detalhe. Eles estão ali, bem confortáveis até que se pára na frente um senhor caindo aos pedaços. Velhinho mesmo, todo fodido. Ao contrário daqueles velhotes mais energéticos esse tava mais prum tipo coitadinho, curvadinho, pequenino, sabe?! Pois bem, passado alguns minutos o véio e o pai da família trocaram algumas palavras mais ou menos assim:
Véio- Será que o senhor poderia me ceder um lugar?
Pai- (Tom alterado) Como é que é??!!
Véio- Não, eh que gostaria de saber se posso sentar?
Pai- (Tom alterado) Não tô te entendendo??!!
Véio- (Tom coitadinho) É que tô com um problema nos joelhos e preciso sentar. Será que uma das crianças poderia me ceder o lugar?
Pai- (Tom prepotente) Claro que não. Pelo visto você tá com problema nos olhos também, pois não está vendo que tem uma pessoa sentada aqui!!
Silêncio!
John- (Queixo caído) O senhor pode sentar aqui no meu lugar. (Tava tão puto com a situação que o inglês falhou e não pode nem dizer uns desaforos pra esse pai de merda).
--
Engraçado que ao ouvir essa história e condenar esse pai insensível com uma atitude escrota tão sem educação me veio a tona outra situação bem conhecida de qualquer criatura que já andou de bus, metrô ou trem nessa vida cão. Tu chega exausto pensando que é a pessoa mais merecedora daquele lugar ao sol, senta na janelinha e ao olhar de revesgueio que um senhor ou uma senhora (nem tão idosos assim, mas suficientemente idosos pra tirar seu acento) estão se aproximando a cabeça baixa lentamente, os olhos se fecham, o cochilo chega ou então o livro na mão sobe aos olhos e se torna tão assustadoramente interessante a ponto de a concentração te cegar!
Quem nunca fingiu que dormia num bus só pra não ter que dar o acento pra aquela querida senhora de pé na sua frente?!
Eu vou confessar: geralmente sou gentil e cedo meu acento a quem quer que precise, mas algumas boas vezes me fiz de louca na hora de dar o acento a idosos "saudáveis". Já velhinho caindo aos pedaços, mulher embarrigada ou gente necessitada por alguma doença "gritante" eu não consigo dar truque! Mas aqueles que penso que não vão sofrer mais que eu, eu já dei!
Mas o curioso é que quando adotei essa postura "escrotinhasemeducação" sempre precisei fingir que eu não era "escrotinhasemeducação".
Ou seja, nunca assumi nem pra mim mesma que tava sendo "fia da puta", já que nessas horas minha consciência se anulava e eu realmente fingia pra mim mesma que eu não tinha visto que era preciso levantar a bunda da cadeira. O não ceder espaço era uma desculpa pra mim mesma, onde o livro, a revista ou o cochilo sempre eram minhas legítimas bengalas.
Aprofundando: nunca consegui dar um verdadeiro truque como o que o John presenciou esses dias. Daqueles em que não te envergonhas de deixar um pobre velhinho se equilibrando enquanto estas bem sentado. Não que isso seja alguma vantagem, pelo contrário, mas tô analisando por outro ângulo.
Achei curioso relembrar toda essa situação e parar pra pensar que mesmo esse sujeito sendo um ignorante para com o próximo ele foi mais verdadeiro com ele mesmo do que eu muitas vezes sou comigo.
Enlouqueci? As vezes me esgota pensar essas bobagens...;-(
--
Cena by John:
- Entro no metrô lotado, consigo um lugarzinho ao sol e na minha frente vejo esparramado o típico familião: mãe, pai e duas crianças entre quatro e sete anos. Cada um sentado em um lugar. Pra começo de conversa isso já significa que muitas pessoas estão se espremendo em pé enquanto os filhotes ocupam acentos de gente grande. Mas ok, nem entremos nesse detalhe. Eles estão ali, bem confortáveis até que se pára na frente um senhor caindo aos pedaços. Velhinho mesmo, todo fodido. Ao contrário daqueles velhotes mais energéticos esse tava mais prum tipo coitadinho, curvadinho, pequenino, sabe?! Pois bem, passado alguns minutos o véio e o pai da família trocaram algumas palavras mais ou menos assim:
Véio- Será que o senhor poderia me ceder um lugar?
Pai- (Tom alterado) Como é que é??!!
Véio- Não, eh que gostaria de saber se posso sentar?
Pai- (Tom alterado) Não tô te entendendo??!!
Véio- (Tom coitadinho) É que tô com um problema nos joelhos e preciso sentar. Será que uma das crianças poderia me ceder o lugar?
Pai- (Tom prepotente) Claro que não. Pelo visto você tá com problema nos olhos também, pois não está vendo que tem uma pessoa sentada aqui!!
Silêncio!
John- (Queixo caído) O senhor pode sentar aqui no meu lugar. (Tava tão puto com a situação que o inglês falhou e não pode nem dizer uns desaforos pra esse pai de merda).
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Engraçado que ao ouvir essa história e condenar esse pai insensível com uma atitude escrota tão sem educação me veio a tona outra situação bem conhecida de qualquer criatura que já andou de bus, metrô ou trem nessa vida cão. Tu chega exausto pensando que é a pessoa mais merecedora daquele lugar ao sol, senta na janelinha e ao olhar de revesgueio que um senhor ou uma senhora (nem tão idosos assim, mas suficientemente idosos pra tirar seu acento) estão se aproximando a cabeça baixa lentamente, os olhos se fecham, o cochilo chega ou então o livro na mão sobe aos olhos e se torna tão assustadoramente interessante a ponto de a concentração te cegar!
Quem nunca fingiu que dormia num bus só pra não ter que dar o acento pra aquela querida senhora de pé na sua frente?!
Eu vou confessar: geralmente sou gentil e cedo meu acento a quem quer que precise, mas algumas boas vezes me fiz de louca na hora de dar o acento a idosos "saudáveis". Já velhinho caindo aos pedaços, mulher embarrigada ou gente necessitada por alguma doença "gritante" eu não consigo dar truque! Mas aqueles que penso que não vão sofrer mais que eu, eu já dei!
Mas o curioso é que quando adotei essa postura "escrotinhasemeducação" sempre precisei fingir que eu não era "escrotinhasemeducação".
Ou seja, nunca assumi nem pra mim mesma que tava sendo "fia da puta", já que nessas horas minha consciência se anulava e eu realmente fingia pra mim mesma que eu não tinha visto que era preciso levantar a bunda da cadeira. O não ceder espaço era uma desculpa pra mim mesma, onde o livro, a revista ou o cochilo sempre eram minhas legítimas bengalas.
Aprofundando: nunca consegui dar um verdadeiro truque como o que o John presenciou esses dias. Daqueles em que não te envergonhas de deixar um pobre velhinho se equilibrando enquanto estas bem sentado. Não que isso seja alguma vantagem, pelo contrário, mas tô analisando por outro ângulo.
Achei curioso relembrar toda essa situação e parar pra pensar que mesmo esse sujeito sendo um ignorante para com o próximo ele foi mais verdadeiro com ele mesmo do que eu muitas vezes sou comigo.
Enlouqueci? As vezes me esgota pensar essas bobagens...;-(
sexta-feira, 31 de outubro de 2008
technologic
Uma questão com a escrita que tem me atormentado é a pouca regularidade em que escrevo a mão. Em geral prefiro escrever direto no computador, pois sou de rabiscar e mudar palavras umas cem vezes, o que torna o computer invariavelmente mais eficaz que a caneta.
Só adquiri o hábito de escrever a mão aqui em Londres, por motivo de força maior que explico logo abaixo.
Minha teacher é mega cricri com detalhes, horários e letras de seus alunos. Já tinha ouvido falar que os ingleses eram super rígidos com horários, mas só. Não tinha idéia que os por menores lhes atormentavam a vida ao extremo.
Na aula a gente escreve muito a mão e nos é exigido escrever sempre em letra corrida ao invés de capital letters. Tipo aquelas letras de criança de terceira série, sabe? Ela jura por "A mais B" que esse é o padrão inglês e é inaceitável escrever de outra forma.
Ok, aqui estou eu pra me adaptar. Acontece que toda minha puta vida escrevi em capital letters e voltar a escrever como criança não é a coisa mais simples do mundo. Resultado: tenho tirado zero nas provas só por causa disso. Acreditem se quiser!
O que me fez lembrar isso foi me dar conta que maior que a dificuldade de mudar de letra é a dificuldade em abandonar o computer pra treinar e tentar escrever a mão. Vivemos tão submersos na tecnologia, é tão natural e automático, que as vezes fica difícil "virar a chavezinha" e engatar num papel e numa caneta de novo, por exemplo.
Pra vocês terem uma idéia, essa semana ao escrever o texto do post abaixo pro John me peguei fazendo o rascunho no computador e só depois passando a limpo no caderno.
ETA vida mudeerrna essa!
Obs sobre a cretina da prof.: ela me contou esses dias, em tom de "te liga", que teve um caso parecido comigo e que o guapo ficou três semestres repetindo o nível por causa das malditas capital letters. SOCORRO. Era o que me faltava! Amigos, me aguardem, pois em breve estarei postando muitas cartinhas pelo correio! ;-)
Só adquiri o hábito de escrever a mão aqui em Londres, por motivo de força maior que explico logo abaixo.
Minha teacher é mega cricri com detalhes, horários e letras de seus alunos. Já tinha ouvido falar que os ingleses eram super rígidos com horários, mas só. Não tinha idéia que os por menores lhes atormentavam a vida ao extremo.
Na aula a gente escreve muito a mão e nos é exigido escrever sempre em letra corrida ao invés de capital letters. Tipo aquelas letras de criança de terceira série, sabe? Ela jura por "A mais B" que esse é o padrão inglês e é inaceitável escrever de outra forma.
Ok, aqui estou eu pra me adaptar. Acontece que toda minha puta vida escrevi em capital letters e voltar a escrever como criança não é a coisa mais simples do mundo. Resultado: tenho tirado zero nas provas só por causa disso. Acreditem se quiser!
O que me fez lembrar isso foi me dar conta que maior que a dificuldade de mudar de letra é a dificuldade em abandonar o computer pra treinar e tentar escrever a mão. Vivemos tão submersos na tecnologia, é tão natural e automático, que as vezes fica difícil "virar a chavezinha" e engatar num papel e numa caneta de novo, por exemplo.
Pra vocês terem uma idéia, essa semana ao escrever o texto do post abaixo pro John me peguei fazendo o rascunho no computador e só depois passando a limpo no caderno.
ETA vida mudeerrna essa!
Obs sobre a cretina da prof.: ela me contou esses dias, em tom de "te liga", que teve um caso parecido comigo e que o guapo ficou três semestres repetindo o nível por causa das malditas capital letters. SOCORRO. Era o que me faltava! Amigos, me aguardem, pois em breve estarei postando muitas cartinhas pelo correio! ;-)
segunda-feira, 27 de outubro de 2008
Teoria da bolha
Quando eu digo que a gente vive dentro duma bolha e só de vez em quando se dá ao trabalho de sair dela e dar uma olhadinha no acontece ao redor falo sério, apesar da triste constatação.
Esses dias fui numa feirinha em Notthing Hill aqui em Londres e resolvi entrar numa lojinha.
Obviamente que estava dentro da bolha, imersa por demás em meus pensamentos e só de corpo presente.
Eis que fui até o fundo da loja e uma suposta pessoa na minha frente não me deixou passar, seguir em frente, num clássico encontrão.
Sabe aqueles encontrões que damos com outras pessoas na rua? Em que ambos se olham pra desviar seus passos um do outro e acontece justamente o inverso, pois acabamos indo ambos pro mesmo lado, em várias tentativas de seguir livremente e em frente.
Pois bem, sem olhar pra suposta "colega" pedi licença e fui pro ladinho e de novo a "colega" veio a me confrontar. Pedi licença de novo e resolvi avançar sem dó. No que avancei dei de cara num espelho!!!!!!! Eu fiquei me debatendo e falando com um espelho, acreditem se quiser. E achando que a loja seguia adiante e que tinha uma pessoa me impedindo de passar!
Nem preciso dizer que a atendente ficou me olhando como se eu fosse uma louca solta!
São por fatos como esse que confirmo cada vez mais a teoria da bolha. Alguém se habilita a se manifestar sobre os efeitos da bolha em suas vidas? Ou vão me dizer que só eu dou uma de louca solta de vez em quando?
Esses dias fui numa feirinha em Notthing Hill aqui em Londres e resolvi entrar numa lojinha.
Obviamente que estava dentro da bolha, imersa por demás em meus pensamentos e só de corpo presente.
Eis que fui até o fundo da loja e uma suposta pessoa na minha frente não me deixou passar, seguir em frente, num clássico encontrão.
Sabe aqueles encontrões que damos com outras pessoas na rua? Em que ambos se olham pra desviar seus passos um do outro e acontece justamente o inverso, pois acabamos indo ambos pro mesmo lado, em várias tentativas de seguir livremente e em frente.
Pois bem, sem olhar pra suposta "colega" pedi licença e fui pro ladinho e de novo a "colega" veio a me confrontar. Pedi licença de novo e resolvi avançar sem dó. No que avancei dei de cara num espelho!!!!!!! Eu fiquei me debatendo e falando com um espelho, acreditem se quiser. E achando que a loja seguia adiante e que tinha uma pessoa me impedindo de passar!
Nem preciso dizer que a atendente ficou me olhando como se eu fosse uma louca solta!
São por fatos como esse que confirmo cada vez mais a teoria da bolha. Alguém se habilita a se manifestar sobre os efeitos da bolha em suas vidas? Ou vão me dizer que só eu dou uma de louca solta de vez em quando?
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