Londres não cansa de me surpreender.
Fui descobrir dia desses um lugar no centro da cidade chamado The School of Life. Isso mesmo, a 'Escola da Vida', um espaço cujo objetivo é oferecer boas idéias para o bem viver. Quer coisa mais fantástica?
Na verdade é um espaço cultural, que oferece uma série de atividades relacionadas ao bem viver, como palestras, cursos, cafés da manhã, biblioterapia, sempre coordenado por convidados especiais das mais diversas áreas, filosofia, psicologia, educação, humor, artes e etc.
Imagina que delícia participar de um café da manhã filosófico, como esse aqui.
Achei a idéia genial, me lembra muito o movimento slow down, de experienciar, aprender a curtir mais, vivenciar, e valorizar as coisas simples da vida. É tudo que precisamos nessa vida tão corrida, frenética e estressante.
Fiquei curiosa pelo serviço de Biblioterapia, onde eles prescrevem livros de acordo com os teus objetivos, necessidades e sonhos.
Já vi que me ferrei, vou ter que experimentar pra ver qual é desses cursos/eventos. Embora alguns deles sejam meio salgados no preço, acho que vale né?!
As vitrines da Selfridges aqui em Londres sempre merecem ser fotografadas. As dessa estação estão bastante minimalistas. Talvez em época de tanta informação, nada mais natural que optar pelo exercício da simplificação.
Com apenas uma peça de roupa da Coleção Outono/Inverno em destaque, cada vitrine enaltece esse objeto de desejo, onde luz, foco e destaque convergem.
Finalmente ontem fui assistir ao documentário do Banksy e do Thierry Guetta.
Apesar de o Banksy não ser a personalidade central do filme, os admiradores de street arte não podem deixar de conferir.
De forma hilária e singular Thierry Guetta, ou Mr. Brainwash, filma e acompanha por anos a fio artistas contemporâneos de street art como Shepard Fairey, criador do famoso cartaz HOPE do Obama, Invader e o próprio Banksy.
Achei o documentário excelente, super divertido e inspirador.
Mais do que um documentário de street art, diria que a história toda daria um belo estudo antropológico uma vez que nos faz pensar o real significado das coisas; as oportunidades que surgem e o empreendedorismo de alguns; o culto, a fragilidade e a construção de celebridades, assim como os monstros que se formam a partir desse culto. E mais ainda, quem se importa com tudo isso?
Demais! E fiquei ainda mais fã do Banksy por ele topar fazer um projeto desses.
Iluminação é um tema que seguidamente entra na minha pauta.
A vida não teria o mesmo encanto sem aquela luz lateral, amarelada, difusa e aconchegante que só os abajures, spots e lustres proporcionam.
A luz aquece, ilumina, define, revela e esconde. Na dosagem certa, transforma um ambiente no que você quiser.
Quer coisa mais broxante e sem charme que uma lâmpada branca pendurada no teto? Pior ainda se for sem pantalha.
Que falta, desnecessária, de sutilezas.
Pra compensar isso, ao contrário do basicão, faz tempo que muitos artistas apostam na iluminação como arte. E apostam cada vez mais em ingredientes como originalidade, criatividade e riqueza de materiais como plataforma de trabalho, gerando, em nós simples mortais, o inevitável desejo de consumo.
Trago pro blog alguns abajures e lustres interessantes que fotografei nas minhas últimas andanças pela Europa.
Em geral, as fotos são de celular com qualidade baixa, mas dá pra sentir o espírito da coisa.
Abajures de louças e de tecidos. Luminária cortador de grama. Loja Liberty
Londres
Abajures feitos de Murano.
Ilha de Murano, Veneja, Itália.
Lustres feitos de sementes e grãos.
Espaço Arsenale, Bienal de Veneza 2009.
Veneza
Lustres feitos de material reciclado, com um colorido lindo que infelizmente a foto não revela. Loja Antropologie Londres
Lustre enorme. Presumo que de plástico. As peças foram enviadas desmontadas via navio dos EUA.
Hall de entrada do Museu Victorian & Albert Museu.
Londres
Ontem a noite estava passeando com uns amigos que vieram de visita e acabamos dando um pulo no bar Queen of Hoxton. Achei bem bacana o evento que estava rolando por lá. O tal do Indie Bingo. Um bingo sobre bandas.
O evento rolas nas quartas- feiras, custa £1, e pareceu divertido. Ao menos o som estava ótimo. Enquanto a gente bebia a passeio, a galera tentava adivinhar quais eram as bandas. Pra deixar o evento mais animado ainda a premiação deve ser consumida na hora: drinks dos mais variados. Diversão pela diversão. Quer coisa melhor!
Ando cada vez mais conectada com o tipo de comédia conhecida como Sitcom. Diferentemente de comédia Stand up, em que os comediantes fazem sua apresentação diretamente para o público, na Sitcom o formato é outro. A comédia narrada vem das entrelinhas e emerge de situações banais do cotidiano, sejam elas no dia-a-dia no trabalho, com amigos ou até mesmo em casa. Sinceramente, não vejo campo mais rico pra encontrar lapsos de constrangimento, inquietações, desejos, ridicularizações, frustrações e todo o tipo de situaÇÕES que envolvem pessoas normais como eu e você e pontos de vistas completamente diferentes. E é esse tipo de comédia que vemos nos tão aclamados seriados The Office (Britânico e Americano) e Peep Show (Britânico), por exemplo.
Pois então, voltei a assistir o Peep Show e realmente dá pra arrancar boas risadas. Temo em dizer que na maioria das vezes, entenda-se SEMPRE as situações são de constrangimento. Ou seja, sim, está comprovado que o povo gosta de ver desgraça alheia, seja pra fofocar, pra se deprimir menos ou mais ou como neste caso, para rir.
Além disso, é fácil fácil se identificar com a brilhante dupla protagonista nas muitas situações pregadas. Eu me identifico bastante com eles e a forma bizarra como eles vêem o mundo, pois muitas vezes me sinto um peixe fora d'agua, vivendo como se estivesse numa platéia assistindo a um filme freak, não pertencendo há este planeta maluco.
Já em outros momentos é o "drama interno" que vem a tona (no caso do seriado esse drama é o cerne da questão) ao mostrar apenas parte de uma realidade onde há o antagonismo entre as ações dos personagens e o que de fato eles estão pensando. Aquela velha história em que o diabo dentro da gente muitas vezes se restringe a atazanar a nossa mente...e enquanto o cara te diz "Bom dia" na verdade pensou e gostaria de dizer: "Bom dia e hoje queria te comer" mas teve a feliz idéia de guardar parte do seu pensamento. O mesmo raciocínio vale para aquele olhar na hora errada, aquela palavra que nunca podia ter sido dita, os equívocos inexplicáveis entre as pessoas que levam a reações de puro instinto o que por sua vez podem se transformar numa grande confusão.
Enfim, para fechar esse assunto trago a tona alguns constrangimentos ou situações corriqueiras que poderiam sim ser roteirizados pelo diretor do Peep Show. E depois me diga quem já não passou por isso? E se tiver outras lembranças não deixe de comentar.
- Quem nunca soltou um pum num momento de isolamento e foi surpreendido por um colega de trabalho? Constrangimento do tipo: sei o que você fez, mas finjo que nada aconteceu.
- Quem nunca se constrangeu com aquela amiga que pensa que tá abalando na festa dançando a lá tigresa e na verdade tá pagando o maior mico?
- Quem nunca fingiu que dorme enquanto um velhinho quer sentar num bus ou metro?
- Quem nunca ouviu uma história entediante sem prestar atenção e depois na hora de retomar o assunto ficou meio sem jeito?
- Quem nunca teve um chefe completamente fora da casinha a la Ricky Gervais do The Office?
- Quem nunca agradeceu feliz da vida um presente horroroso que a tia fez com tanto carinho?
- Quem nunca sentiu vergonha e constrangimento por alguém?
Agora uma coisa é certa: vamos combinar que ter muita vergonha é coisa de adolescente e viver a vida bem vivida é pagar muuitos micos... E que lembranças boas temos dos micos que pagamos, não? Mas isso é papo pra outra hora..
Fui assistir o filme Moon, do diretor Duncan Jones (filho do David Bowie). Fazia tempo que eu não via um filme tão bom, tão redondo.
É realmente surpreendente que esse seja o primeiro longa do estreante Duncan ou Zowie Bowie, como é conhecido. Uma ficção científica completamente fresh, original, simples e ao mesmo tempo densa na sua essência. Daquelas que a gente fica vidrada do início ao fim! E o ator Sam Rockwell fez uma atuação sensacional! Não disse nada né? Hahahaha Esse texto tá parecendo papo de político! Aí, me dá um desconto que são uma da manhã e tô meio bebinha.... De qualquer maneira é melhor não contar nada mesmo se não pode estragar. Mas deixo aqui a dica e o trailer!! Filme brilhante como há muito não se via nas telinhas!
Obs: apenas um detalhe: a música não é do Bowie! ;P
Achei simplesmente demais o efeito das fotos tiradas de Londres pelo fotógrafo inglês Toby Allen. O projeto começou esse ano e a idéia era registrar Londres em "miniatura". A explicação que eu li pro efeito foi bem sucinta, mas segundo a BBC o fotógrafo usou uma lente especial que "concentra" o foco e faz com que as imagens tiradas da cidade pareçam miniaturas. Cobicei muuito essa lente! ;P A intenção desse projeto, o próprio fotógrafo explicou:
"Moro em Londres há 12 anos", disse o fotógrafo à BBC Brasil, "e sempre tive a impressão de que as pessoas aqui estão sempre correndo de um lado para o outro, para pegar o ônibus, ou o metrô, sem olhar em volta. Minha intenção é fazer com que essas pessoas vejam Londres de uma maneira diferente, como uma cidade de brinquedo."
PRÉVIAS O Blur anunciou sua volta ano passado com estilo: um show no Hyde Park em Londres dia 3 de julho de 2009. Pra surpresa do próprio Blur dois minutos depois os ingressos estavam esgotados. Acabaram anunciando mais um show no dia 2 de julho. Ou seja, o segundo show acabou virando o primeiro. E pra minha alegria era justamente os ingressos do dia 2 de julho que eu tava na mão: o do tão esperado primeiro dia!
Ok que eles voltaram a cena roqueira antes disso: com um "mini" show surpresa aqui em Londres e na última edição do Glastonbury. O fato é que a expectativa para assistir Blur no Hyde Park ultrapassava tudo isso. Um tanto foi pelo longo tempo de espera (uns 6 meses) e outro tanto pelo belo retorno que a crítica deu ao show no Glaston: o melhor show e performance dos últimos anos. Se no Glaston já tinha sido tudo de bom...o que imaginar de um show só deles. Era aguardar então pra ver a retomada no Hyde Park. E haja coração.
CLIMA/AMBIENTE As bandas de abertura estavam previstas pra começar as 14h e o grande show as 16h, quinta -feira da semana passada. Como esse papo que britânico é pontual já era, ao menos no âmbito shows, as bandas de abertura começaram pelas 16h e o Blur lá pelas 19h. Ao chegar no Hyde Park me senti num Fórum Social Mundial lá em POA, num clima muito amigável! Descampado a vista cheio de gente jovem, adultos, idosos descolados e crianças sortudas que foram super lotando o espaço com o passar das horas. O dia também colaborou, com um solzão de lascar e de tão seco e abafado o povo já ia se soltando, ficando de biquini e estendendo a canga no meio da grama e daquela poeirada em volta! Ao lado dos telões estavam pendurados dois mapas gigantes: um do reino unido e outro de Londres (ao que tudo indicava). Pra intensificar ainda mais o estilo Fórum o pessoal levou comida e bebida e fez a festa do piquenique no parque! Além disso, no intervalo de cada show rolava uns vídeos sobre crianças na África, mostrando uma realidade dura e crua. Tentei pesquisar na internet o projeto, mas não encontrei grande coisa. Se alguém souber algo a respeito conta aí? Sabe como é né: cerveja, show de rock e vídeos de ONG infelizmente não combinaram muito! ;-P
BANDAS DE ABERTURA As bandas foram escolhidas a dedo pelos integrantes do Blur e certamente diversificação e bom som foram dois dos grandes critérios adotados.
Primeira banda foi a Hypnotic Brass Ensemble Muito bom som, esse grupo de Jazz de Chicago mostrou um suingue que só negão tem, não adianta tentar imitar! A apresentação deles foi bem longa, na minha opinião, e chegou uma hora que aquele monte de sopro parecia mais uma batucada sem fim e pedia uma trégua! Afinal, era noite de Rock and Roll!!
Segunda banda foi a nova febre chamada Crystal Castles do Canadá. Som sensacional com dois músicos de primeiríssima no comando dos instrumentos. O som é definido como eletrônico e noise, um tipo de som vanguarda com bastante distorções, cacofonia, barulheira e elementos de repetição. Já a vocalista Alice Glass podia morrer que não ia fazer falta. A mina numa trip completamente fake e equivocada. Entrou pousando de super star mucho louca, o que de fato deveria estar.. De qualquer maneira, foi too much. Se jogava pelo chão, rasgava a saia, gritava sem parar (mas nesse caso ok pq é a proposta da banda mesmo) e só faltava subir numa árvore pra chamar a atenção. Na minha opinião, faltou carisma além de voz, não cantava porra nenhuma já que tudo era distorção. Recebeu pessoalmente críticas negativas. Já a banda recebeu críticas positivas. Li de um anônimo no Youtube: - "Hyde Park não é lugar pra Crystal Castles tocar. Pra entrar na onda dela o show tem que ser num buraco preto qualquer".
Vai saber, o que sei é que de qualquer maneira valeu. Os músicos seguraram muito a onda dela e o que acabou ressaltando foi o resultado de um excelente trabalho. Confira um pouco mais do som deles aqui.
Parênteses (O povo tava tão odioso com essa mina que jogou garrafada sem parar nela. Também isso não quer dizer muito já que só se via garrafada pra tudo que é lado até o fim dos shows! Sorte que eram de plástico! Confira aqui!)
Terceira banda foi a Golden Silvers de Londres. Essa foi na minha opinião uma das melhores bandas que eu conheci nos últimos tempos. Caí de amores. Além de um puta estilo dos músicos o som é muito bom, desce redondo e recomendo muito!! Não é a toa que esse trio foi banda revelação do Glastonbury de 2008 e desde então vem fazendo muito sucesso.
Quarta banda de abertura foi a Foals de Oxford aqui da Inglaterra. Nessa hora por incrível que pareça dei uma dormida no sol então não conferi. Mas segue um dos trabalhos deles aqui pra vc conferir! Bem bacana!
BLUR Voltemos ao cerne da questão: ao Blur. Nesse clima de festival foi que os guapos (sim, O Damon Albarn tá mais guapo que na mocidade. Alias, nem o dentinho frontal de ouro foi capaz de enfear o moço) entraram e deram o melhor de si.
Num setlist encorpado, com direito a dois bises eles tocaram praticamente todos os grandes e pequenos sucessos da banda em cerca de 2 horas de show. Não saberia dizer o que eles não tocaram! She's so high e Boys and Girls estrearam o show. There's No Other Way, 'Coffee & TV', 'Tender', 'Sunday Sunday', 'Parklife', 'This Is A Low' no meio do show e 'Song 2' e 'The universal' pra encerrar. Aos mais curiosos segue set list na íntegra aqui!
O Damon já havia prometido colocar coração e alma nesses shows. De fato o fez. Foi emocionante. O cara tem uma puta presença de palco e roubou muito a atenção (Ao menos a minha!). Com uma energia que só vendo, corria de um lado pro outro do palco e dava pra ver o tesão dele em estar ali. Como ele mesmo disse na ocasião: - "Vai ser difícil repetir isso aqui amanhã!" Os outros integrantes: Graham Coxon, Alex James e Dave Rowntree estavam mais tímidos, pra não dizer mais blasé. Mas também tiveram seus momentos.
Lá pelas tantas Damon revelou que Parklife foi inspirado no Hyde Park. Nessa hora pude imaginar o quão prazeiroso tava sendo pra eles retomar o Blur nessa conjuntura. Tocando na sua cidade natal e no velho parque que eles fizeram história. Ele disse exatamente: - "I had the idea for this song in this park... I used to come into the park and watch the people and the pigeons and all that stuff,"
Foi num clima saúde no copo, amor, paz e claro somzera que a noite foi orquestrada. Os tiozões do Blur viraram tiozões (Isso é fato!). Constituíram famílias, ficaram mais caretas talvez, mas ainda dão no couro! Ohhhh se dão!
O som tava excelente. Achei a produção de palco pobrinha, apesar da bela pirotecnia de luzes. Deu pra ver que nesse caso era o som que tava em jogo. E valeu. Valeu muito. Seguem algumas fotitos pessoais e vídeos do YouTube:
Aqui em Londres, não sei se você sabe, mas o Underground é o principal meio de locomoção e raras e privilegiadas são as pessoas que não precisam deste meio sufocante de transporte. Enfim, no meu caso ando de Tube pra lá e pra cá e dia desses achei que o motorista tava bêbado ou tinha sido seqüestrado por um louco (a pessoa já começou a pirar na imaginação tentando entender o que tava acontecendo).
Isso tudo porque ele foi dar um aviso de que o trem estava atrasado e disse: " Nos pedimos desculpas por este atraso, mas a vida é um longo processo de ficar cansado!" Todo o trem se entre olhou e riu. E quanto mais ele repetia mais o povo ficava sem entender. Depois de um tempo veio outro anúncio sobre o trem e ao final veio o dizer: "Viver é sonhar!"
Foi hilário, diria até que deu uma movimentada nos ânimos do pessoal, mas eu segui sem entender nada! Até que dia desses entendi o que se passou. É que li no jornal que a linha azul de metrô resolveu adicionar doses de filosofia em seus avisos cotidianos e repetitivos. Inclusive, foi feito um livro com o instigante título: "O que é uma cidade senão pessoas?" e distribuído pra cada motorista poder escolher aquilo que deseja proclamar.
O que achei mais bacana, e vamos combinar que só podia acontecer em cidades como Londres, foram as escolhas das citações: inteligentes, despudoradas e reflexivas para o bem ou para o mal. Ou seja, ao invés de escolherem umas frases caretinhas e mais chatas ainda que os próprios avisos de cada dia escolheram frases que realmente fazem pensar, refletir, rir, divertir e dar um toque a mais de poesia na nossa vida cotidiana.
Todos os anos a National Portrait Gallery aqui de Londres promove uma exibição, entre outras divulgações, dos principais selecionados + ganhadores do premio BP Portrait Award 2009. Esse é um premio anual, considerado pela crítica como sendo a mais prestigiada competição de retratos do mundo e que consegue promover o que há de mais contemporâneo na arte de pintar retratos.
Hoje fui lá conferir pessoalmente e, como no ano passado, saí de boca aberta com os resultados de hiper-realismo de muitos retratos. Simplesmente inacreditável e difícil de assimilar que aquelas obras são pintadas e não fotografadas! E o mais incrível é que a maioria dos artistas utiliza só óleo sobre tela.
O mais bacana dessa premiação é que qualquer um pode participar e a idéia é que os retratos sejam de pessoas próximas aos artistas, como amigos e família, o que ajuda ainda mais a dar vida e expressão a cada uma das imagens.
Segue o link aqui pra quem quiser conferir toda a exibição. Abaixo selecionei alguns dos retratos que eu mais gostei:(Adorei a pose e o adorno rosa.) (Se percebe que é uma modelo. Retrata muita elegância, com tons frios e um quê de: "será que vai quebrar?") (Meu segundo preferido! Gente, olha essa expressão! Sem contar a riqueza dos detalhes: dentro do olho dele estava pintado o reflexo do pintor!)(Achei interessante, o único retrato da exposição com alguém de costas. É preciso mostrar o rosto pra mostrar quem você é?) (Esse ganhou primeiro lugar! É sobre a filha do artista entrando na adolescência. Sem dúvida ganhou pela criatividade e pelo poder dessa obra! Tudo é meio surreal, o céu, a pele perolizada e o olhar agoniante!)
(A foto que apenas um puta fotógrafo faria, mas desenhada no pincel!) (Esse ficou em segundo lugar. De todas as hiper -realistas essa realmente foi foda de acreditar. Nem de pertinho tu conseguia ver que era pintura, uma loucura! Também o artista ficou quatro anos pintando.) (Esse é meu preferido. ângulo, cores e esse ar leve e latino de ser me fascinaram!)(Esse foi ganhador do prêmio young. Não gosto tanto, mas vendo de perto é impressionante..a guria tá brilhosa, suada e com a cara da noite de Londres.)
Olhem que bacana o que os artistas Joe Hill and Max Lowry, especializados em 3D, criaram pra semana nacional da bicicleta aqui em Londres, no bairro de Islington. Parece um senhor buraco, mas na verdade é pura ilusão de ótica: A idéia foi criada com o intuito de baixar a bola dos ciclistas apressadinhos. Pelo jeito tá funcionando!
Simplesmente demais! A primeira flash mob feita pela T-mobile foi na estação de Liverpool Street em janeiro desse ano e a segunda foi semana passada na Trafalgar Square, aqui em Londres, ambas resultando em propagandas veiculadas na TV.
Com o slogan "Life's for Sharing" a operadora T-mobile mais uma vez acertou em cheio ao convocar a galera pra participar.
Eu não encontrei as versões reduzidas veiculadas na TV, por isso seguem as mais longas encontradas no you tube, mas não menos emocionantes. Pra quem ainda não viu o que foi a última ação: a divulgação foi basicamente pela internet/facebook. Distribuíram 13 mil microfones pra galera que foi até a Trafalgar Square, levaram a Pink de anfitriã pro meio da multidão e tiveram mais de 13 mil pessoas pra consagrar e cantar Hei Jude dos Beatles. Lindo demais!
Lastima eu não ter podido ir! Quem sabe numa próxima!
Elaine Davidson, a mulher -piercings, é recordista mundial há anos pelo Guinness. Quem já foi a Edimburgo, Escócia, deve ter cruzado com ela pelas ruas, pois a cidade é pequenina e muitos artistas ficam nas calçadas.
Há muitos anos colecionando jóias pelo corpo, foi em 2009 que ela chegou ao apse, com mais de 6000 piercings espalhados pelo corpo. Dentre eles, mais de 1000 em partes internas, como boca, e mais uns 500 só na genitália -Aiaiai!
Segundo palavras dela, apesar de não gostar muito de ser furada, faz isso em nome da arte!
Pra tirar uma foto com ela obviamente tive que pagar. Foi um euro por foto e paguei com gosto. Afinal, com esse monte de brincos ela não deve conseguir fazer mais nada além de tirar fotos. E esse é seu ganha pão. Muito justo.
Agora advinha de onde ela é? Brasil, sil sil. Só fui descobrir depois...