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quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Escolha seu objeto de desejo!

As vitrines da Selfridges aqui em Londres sempre merecem ser fotografadas. As dessa estação estão bastante minimalistas. Talvez em época de tanta informação, nada mais natural que optar pelo exercício da simplificação.
Com apenas uma peça de roupa da Coleção Outono/Inverno em destaque, cada vitrine enaltece esse objeto de desejo, onde luz, foco e destaque convergem.

Veja por seus próprios olhos.










quinta-feira, 25 de março de 2010

A arte de iluminar

Iluminação é um tema que seguidamente entra na minha pauta.
A vida não teria o mesmo encanto sem aquela luz lateral, amarelada, difusa e aconchegante que só os abajures, spots e lustres proporcionam.

A luz aquece, ilumina, define, revela e esconde. Na dosagem certa, transforma um ambiente no que você quiser.

Quer coisa mais broxante e sem charme que uma lâmpada branca pendurada no teto? Pior ainda se for sem pantalha.
Que falta, desnecessária, de sutilezas.

Pra compensar isso, ao contrário do basicão, faz tempo que muitos artistas apostam na iluminação como arte. E apostam cada vez mais em ingredientes como originalidade, criatividade e riqueza de materiais como plataforma de trabalho, gerando, em nós simples mortais, o inevitável desejo de consumo.

Trago pro blog alguns abajures e lustres interessantes que fotografei nas minhas últimas andanças pela Europa.

Em geral, as fotos são de celular com qualidade baixa, mas dá pra sentir o espírito da coisa.





Abajures de sacola de papel.
Loja Magma
Londres







Abajures de louças e de tecidos. Luminária cortador de grama.
Loja Liberty
Londres





Abajures feitos de Murano.
Ilha de Murano, Veneja, Itália.





Lustres feitos de sementes e grãos.
Espaço Arsenale, Bienal de Veneza 2009.
Veneza





Lustres feitos de material reciclado, com um colorido lindo que infelizmente a foto não revela.
Loja Antropologie
Londres





Lustre enorme. Presumo que de plástico. As peças foram enviadas desmontadas via navio dos EUA.
Hall de entrada do Museu Victorian & Albert Museu.
Londres

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Porta-retratos de Praga

Praga, capital da República Checa, é uma das mais belas capitais (se não a mais) que você vai encontrar nos países da Europa.
Uma cidade encantadora, que respira história.

Conhecida por ter um povo tranquilo, que por conta de sua natureza pacífica presenciou pelo menos 5 tipos diferentes de poder e dominação no século XX.
Nesse século de história, Praga foi berço do fim do Império Austro-húngaro; teve o primeiro e heróico presidente da sua história chamado Masaryk; foi vítima da dominação nazista e comunista por anos; começou a caminhar com as próprias pernas apenas em 1989; e tornou-se um país totalmente independente em 1993, dividindo a então Checoslováquia em dois países: República Checa e Eslováquia.

Foi graças a essa natureza pacífica, tão questionada por muitos, que os Checos acabaram por preservar a grande maioria de seu legado histórico em Praga, uma cidade praticamente intacta pelo tempo.

Tenho um carinho enorme pela cidade porque os Kaderabek vieram de lá. E muito também por causa do meu avô paterno, das histórias que ele vive contando (recuerdosdemipadre).

Essas fotos foram tiradas quando eu estive por lá, em novembro.
Na ocasião as portas me chamaram muito a atenção.
Acredito que elas retratam muito de Praga e muito de sua história ta impressa ali.























quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Dos filmes que eu vi essa semana

Um deles foi o Avatar, do James Cameron, que você já deve estar careca de ouvir falar.

É o primeiro filme na história que arrecadou mais de U$ 2 bilhões nas bilheterias. O segundo que mais arrecadou foi o Titanic, do mesmo Diretor.

É bem verdade que o roteiro é cheio de clichês. Mas isso é fácilmente deixado de lado em Avatar.
Você não assiste um filme. Você vive uma experiência. (Será esse o futuro das telonas?).
O conceito do filme é demais, com uma analogia incrível à destruição que estamos impondo ao nosso planeta (fazendo a gente viajar em paralelo, pelos tempos remotos, passando pelas colonizações até os dias atuais. E por outro lado fazendo a gente fantasiar também com um mundo muito melhor.).

Os efeitos 3D são sensacionais e banham o mundo de Pandora, reinado pela criatividade de luzes e bichanos estranhos que nos cativam pouco a pouco.

Se você ainda não viu peloamordedeus veja. Mas veja em 3D. E vá logo, antes que saia de cartaz. Caso contrário, não tem sentido nenhum. ;-)



O outro filme que indico muito é o Fantastic Mr. Fox, do Wes Anderson. É uma animação deliciosa em stop motion, que também nos cativa do início ao fim.

Esse, ao contrário de Avatar, faz uso de recursos clássicos de animação em nome da arte. Apresenta um roteiro super original onde tudo pode acontecer em meio a raposas caçando galinhas no campo. O casal, Mr. Fox (voz de George Clooney) e a Mrs. Fox (Meryl Streep), é uma graça, e o primo Kristofferson é motivo de muitas risadas. ;-)

terça-feira, 7 de julho de 2009

Eu estava lá!

PRÉVIAS
O Blur anunciou sua volta ano passado com estilo: um show no Hyde Park em Londres dia 3 de julho de 2009. Pra surpresa do próprio Blur dois minutos depois os ingressos estavam esgotados.
Acabaram anunciando mais um show no dia 2 de julho. Ou seja, o segundo show acabou virando o primeiro. E pra minha alegria era justamente os ingressos do dia 2 de julho que eu tava na mão: o do tão esperado primeiro dia!

Ok que eles voltaram a cena roqueira antes disso: com um "mini" show surpresa aqui em Londres e na última edição do Glastonbury. O fato é que a expectativa para assistir Blur no Hyde Park ultrapassava tudo isso. Um tanto foi pelo longo tempo de espera (uns 6 meses) e outro tanto pelo belo retorno que a crítica deu ao show no Glaston: o melhor show e performance dos últimos anos.
Se no Glaston já tinha sido tudo de bom...o que imaginar de um show só deles. Era aguardar então pra ver a retomada no Hyde Park.
E haja coração.


CLIMA/AMBIENTE
As bandas de abertura estavam previstas pra começar as 14h e o grande show as 16h, quinta -feira da semana passada. Como esse papo que britânico é pontual já era, ao menos no âmbito shows, as bandas de abertura começaram pelas 16h e o Blur lá pelas 19h.
Ao chegar no Hyde Park me senti num Fórum Social Mundial lá em POA, num clima muito amigável!
Descampado a vista cheio de gente jovem, adultos, idosos descolados e crianças sortudas que foram super lotando o espaço com o passar das horas.
O dia também colaborou, com um solzão de lascar e de tão seco e abafado o povo já ia se soltando, ficando de biquini e estendendo a canga no meio da grama e daquela poeirada em volta!
Ao lado dos telões estavam pendurados dois mapas gigantes: um do reino unido e outro de Londres (ao que tudo indicava).
Pra intensificar ainda mais o estilo Fórum o pessoal levou comida e bebida e fez a festa do piquenique no parque!
Além disso, no intervalo de cada show rolava uns vídeos sobre crianças na África, mostrando uma realidade dura e crua. Tentei pesquisar na internet o projeto, mas não encontrei grande coisa. Se alguém souber algo a respeito conta aí?
Sabe como é né: cerveja, show de rock e vídeos de ONG infelizmente não combinaram muito! ;-P



BANDAS DE ABERTURA
As bandas foram escolhidas a dedo pelos integrantes do Blur e certamente diversificação e bom som foram dois dos grandes critérios adotados.

Primeira banda foi a Hypnotic Brass Ensemble
Muito bom som, esse grupo de Jazz de Chicago mostrou um suingue que só negão tem, não adianta tentar imitar!
A apresentação deles foi bem longa, na minha opinião, e chegou uma hora que aquele monte de sopro parecia mais uma batucada sem fim e pedia uma trégua! Afinal, era noite de Rock and Roll!!

Segunda banda foi a nova febre chamada Crystal Castles do Canadá. Som sensacional com dois músicos de primeiríssima no comando dos instrumentos. O som é definido como eletrônico e noise, um tipo de som vanguarda com bastante distorções, cacofonia, barulheira e elementos de repetição.
Já a vocalista Alice Glass podia morrer que não ia fazer falta. A mina numa trip completamente fake e equivocada. Entrou pousando de super star mucho louca, o que de fato deveria estar..
De qualquer maneira, foi too much. Se jogava pelo chão, rasgava a saia, gritava sem parar (mas nesse caso ok pq é a proposta da banda mesmo) e só faltava subir numa árvore pra chamar a atenção. Na minha opinião, faltou carisma além de voz, não cantava porra nenhuma já que tudo era distorção. Recebeu pessoalmente críticas negativas. Já a banda recebeu críticas positivas. Li de um anônimo no Youtube:
- "Hyde Park não é lugar pra Crystal Castles tocar. Pra entrar na onda dela o show tem que ser num buraco preto qualquer".

Vai saber, o que sei é que de qualquer maneira valeu. Os músicos seguraram muito a onda dela e o que acabou ressaltando foi o resultado de um excelente trabalho.
Confira um pouco mais do som deles aqui.

Parênteses
(O povo tava tão odioso com essa mina que jogou garrafada sem parar nela. Também isso não quer dizer muito já que só se via garrafada pra tudo que é lado até o fim dos shows! Sorte que eram de plástico! Confira aqui!)

Terceira banda foi a Golden Silvers de Londres. Essa foi na minha opinião uma das melhores bandas que eu conheci nos últimos tempos. Caí de amores.
Além de um puta estilo dos músicos o som é muito bom, desce redondo e recomendo muito!!
Não é a toa que esse trio foi banda revelação do Glastonbury de 2008 e desde então vem fazendo muito sucesso.

Seguem duas músicas, num rockzito com balanço pra vcs conferirem: True Romance e Arrows of Eros!

Quarta banda de abertura foi a Foals de Oxford aqui da Inglaterra. Nessa hora por incrível que pareça dei uma dormida no sol então não conferi. Mas segue um dos trabalhos deles aqui pra vc conferir! Bem bacana!



BLUR
Voltemos ao cerne da questão: ao Blur. Nesse clima de festival foi que os guapos (sim, O Damon Albarn tá mais guapo que na mocidade. Alias, nem o dentinho frontal de ouro foi capaz de enfear o moço) entraram e deram o melhor de si.

Num setlist encorpado, com direito a dois bises eles tocaram praticamente todos os grandes e pequenos sucessos da banda em cerca de 2 horas de show. Não saberia dizer o que eles não tocaram!
She's so high e Boys and Girls estrearam o show. There's No Other Way, 'Coffee & TV', 'Tender', 'Sunday Sunday', 'Parklife', 'This Is A Low' no meio do show e 'Song 2' e 'The universal' pra encerrar.
Aos mais curiosos segue set list na íntegra aqui!

O Damon já havia prometido colocar coração e alma nesses shows. De fato o fez. Foi emocionante. O cara tem uma puta presença de palco e roubou muito a atenção (Ao menos a minha!). Com uma energia que só vendo, corria de um lado pro outro do palco e dava pra ver o tesão dele em estar ali. Como ele mesmo disse na ocasião:
- "Vai ser difícil repetir isso aqui amanhã!"
Os outros integrantes: Graham Coxon, Alex James e Dave Rowntree estavam mais tímidos, pra não dizer mais blasé. Mas também tiveram seus momentos.

Lá pelas tantas Damon revelou que Parklife foi inspirado no Hyde Park. Nessa hora pude imaginar o quão prazeiroso tava sendo pra eles retomar o Blur nessa conjuntura. Tocando na sua cidade natal e no velho parque que eles fizeram história.
Ele disse exatamente:
- "I had the idea for this song in this park... I used to come into the park and watch the people and the pigeons and all that stuff,"

Foi num clima saúde no copo, amor, paz e claro somzera que a noite foi orquestrada.
Os tiozões do Blur viraram tiozões (Isso é fato!). Constituíram famílias, ficaram mais caretas talvez, mas ainda dão no couro! Ohhhh se dão!

O som tava excelente. Achei a produção de palco pobrinha, apesar da bela pirotecnia de luzes. Deu pra ver que nesse caso era o som que tava em jogo.
E valeu. Valeu muito.
Seguem algumas fotitos pessoais e vídeos do YouTube:










domingo, 28 de junho de 2009

To live is to dream

Aqui em Londres, não sei se você sabe, mas o Underground é o principal meio de locomoção e raras e privilegiadas são as pessoas que não precisam deste meio sufocante de transporte.
Enfim, no meu caso ando de Tube pra lá e pra cá e dia desses achei que o motorista tava bêbado ou tinha sido seqüestrado por um louco (a pessoa já começou a pirar na imaginação tentando entender o que tava acontecendo).

Isso tudo porque ele foi dar um aviso de que o trem estava atrasado e disse:
" Nos pedimos desculpas por este atraso, mas a vida é um longo processo de ficar cansado!"
Todo o trem se entre olhou e riu. E quanto mais ele repetia mais o povo ficava sem entender. Depois de um tempo veio outro anúncio sobre o trem e ao final veio o dizer:
"Viver é sonhar!"

Foi hilário, diria até que deu uma movimentada nos ânimos do pessoal, mas eu segui sem entender nada!
Até que dia desses entendi o que se passou. É que li no jornal que a linha azul de metrô resolveu adicionar doses de filosofia em seus avisos cotidianos e repetitivos. Inclusive, foi feito um livro com o instigante título: "O que é uma cidade senão pessoas?" e distribuído pra cada motorista poder escolher aquilo que deseja proclamar.

O que achei mais bacana, e vamos combinar que só podia acontecer em cidades como Londres, foram as escolhas das citações: inteligentes, despudoradas e reflexivas para o bem ou para o mal. Ou seja, ao invés de escolherem umas frases caretinhas e mais chatas ainda que os próprios avisos de cada dia escolheram frases que realmente fazem pensar, refletir, rir, divertir e dar um toque a mais de poesia na nossa vida cotidiana.


Seguem algumas citações traduzidas pro português (nos links estão as originais em inglês):
Na natureza não existem recompensas ou punições Existem conseqüências. Robert G. Ingersoll

Beleza vai salvar o mundo. Fydor Dostoevsky

O inferno são os outros. Jean -Paul Sartre

Sem música a vida seria um erro. Friedrich Nietzsche

O único homem que pode mudar a própria mente é aquele que tem uma! Seneca

O caminho pra ter coisas feitas é não se preocupar quem vai ficar com os créditos por ter feito elas.
Benjamin Jowett

segunda-feira, 22 de junho de 2009

National Portrait Gallery

Todos os anos a National Portrait Gallery aqui de Londres promove uma exibição, entre outras divulgações, dos principais selecionados + ganhadores do premio BP Portrait Award 2009.
Esse é um premio anual, considerado pela crítica como sendo a mais prestigiada competição de retratos do mundo e que consegue promover o que há de mais contemporâneo na arte de pintar retratos.

Hoje fui lá conferir pessoalmente e, como no ano passado, saí de boca aberta com os resultados de hiper-realismo de muitos retratos. Simplesmente inacreditável e difícil de assimilar que aquelas obras são pintadas e não fotografadas! E o mais incrível é que a maioria dos artistas utiliza só óleo sobre tela.

O mais bacana dessa premiação é que qualquer um pode participar e a idéia é que os retratos sejam de pessoas próximas aos artistas, como amigos e família, o que ajuda ainda mais a dar vida e expressão a cada uma das imagens.

Segue o link aqui pra quem quiser conferir toda a exibição.
Abaixo selecionei alguns dos retratos que eu mais gostei:(Adorei a pose e o adorno rosa.)

(Se percebe que é uma modelo. Retrata muita elegância, com tons frios e um quê de: "será que vai quebrar?")
(Meu segundo preferido! Gente, olha essa expressão! Sem contar a riqueza dos detalhes: dentro do olho dele estava pintado o reflexo do pintor!)(Achei interessante, o único retrato da exposição com alguém de costas. É preciso mostrar o rosto pra mostrar quem você é?)
(Esse ganhou primeiro lugar! É sobre a filha do artista entrando na adolescência. Sem dúvida ganhou pela criatividade e pelo poder dessa obra! Tudo é meio surreal, o céu, a pele perolizada e o olhar agoniante!)


(A foto que apenas um puta fotógrafo faria, mas desenhada no pincel!)
(Esse ficou em segundo lugar. De todas as hiper -realistas essa realmente foi foda de acreditar. Nem de pertinho tu conseguia ver que era pintura, uma loucura! Também o artista ficou quatro anos pintando.)
(Esse é meu preferido. ângulo, cores e esse ar leve e latino de ser me fascinaram!)(Esse foi ganhador do prêmio young. Não gosto tanto, mas vendo de perto é impressionante..a guria tá brilhosa, suada e com a cara da noite de Londres.)

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Cuidado pra não cair!

Olhem que bacana o que os artistas Joe Hill and Max Lowry, especializados em 3D, criaram pra semana nacional da bicicleta aqui em Londres, no bairro de Islington.
Parece um senhor buraco, mas na verdade é pura ilusão de ótica:

A idéia foi criada com o intuito de baixar a bola dos ciclistas apressadinhos.
Pelo jeito tá funcionando!

Seguem outros trabalhos 3D da dupla: